Hoje em dia pedem-nos que tenhamos paciência para tudo e, como bem mandados que somos, aturamos tudo. Aturamos desde pessoas a meterem-se na nossa vida, como soubessem mais nós do que nós próprios, dando palpites e mandando bocas que os tempos são de sacrifício enquanto os vemos todos contentes a esbanjar dizendo que a vida está difícil para todos.
Não me apetece ouvir mais, não! Se for preciso isolamento seja, assim só me chateio comigo mesma.
Mas quem pensam que são para dar palpites e dizer que não consigo lá porque eles são fracos e nunca souberam o que é passar por dificuldades?
E mais, quem é que pode falar das coisas só de ouvir dizer. Já eu passei pelas coisas e não és tu que me vens dizer como as coisas são depois de EU já as ter vivido.
Irrita-me como achas que podes falar de cor e achas que só a tua vida é difícil (quando não o é, passas os dias sem fazer nada e no passeio a gastar dinheiro, que te dizes faltar. Mas olha que quando é para comprar merdas tens sempre).
Não gosto que me digam os meus limites, especialmente vindo de alguém fraco que só sabe falar e nunca fazer. "E agora não vais conseguir isto e aquilo, não consegues resistir a isto e aquilo!". Pelo menos sei reconhecer as minhas fraquezas e sei mudar o meu comportamento para alcançar os meus objetivos.
O pior é que me empatam, uma pessoa já não pode ir sozinha para lado nenhum, têm de ir sempre atrás e perguntar e criticar ou então calam-se porque não são capazes de fazer alguma coisa da vida.
Detesto tempestades num copo de água e quando as faço depressa acabo com elas e faço o que tem de ser feito. Mas como para alguns tudo é uma enorme dificuldade, passam simplesmente a vida a queixar-se e a dar desculpas.
Estava melhor se não me procurassem ou se se metessem na vida deles. Mas como têm medo de ficar sozinhos e eu que já não tenho paciência para discussões, continuam a bater sempre na mesma tecla.
O que fazer... Tentar distanciar-me e seguir com a minha vida, como tenho feito. Mas quando se vê essa pessoa todos os dias é difícil, porque não há sequer ódio de nenhuma das partes.
Sim, as próximas semanas vão ser ocupadas e não quero ninguém no meu caminho, hei de fazer tudo e espero que bem, que se lixem os outros e as suas necessidades egoístas, quem anda com a vida para a frente somos nós.
E não há paciência mesmo para pessoas que se acham tão adultas mas que no fundo nem sabem o que fazer se lhe faltam as coisas ou se se têm de mexer sozinhas.
Um diário de uma viagem que realizo sem sair de onde escrevo. Dou a volta por todo o meu "eu" em busca de mim própria. Pode ser a chave para a vida, pode ser inútil, mas é necessário.
sábado, 3 de março de 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O tão esperado começo...
Hoje é o começo deste "projeto" pessoal que planeei nestes últimos dias.
Está tudo a correr conforme o previsto, o que não é normal...
Faltam três coisas para dar por terminadas as minhas obrigações por hoje. Se sobreviver a esta semana a próxima vai ser um desafio ainda maior.
O tempo urge e estou farta de ser assim, de me sentir assim e de me queixar de ser assim. Se queremos mudar temos de ser nós a fazê-lo pois, não há ninguém que vá viver por nós.
Digo tanta coisa, que até é acertada, mas fazer... Tenho que beber um trago do meu poço de determinação. Ás vezes é mais fácil quando sentimos pressão dos outros, outras vezes não...
Vou premiar-me para a próxima semana se conseguir cumprir as minhas metas, vou dando novidades...
E agora vou pôr um "check" na minha lista porque dou por concluído este pequeno post. :)
Está tudo a correr conforme o previsto, o que não é normal...
Faltam três coisas para dar por terminadas as minhas obrigações por hoje. Se sobreviver a esta semana a próxima vai ser um desafio ainda maior.
O tempo urge e estou farta de ser assim, de me sentir assim e de me queixar de ser assim. Se queremos mudar temos de ser nós a fazê-lo pois, não há ninguém que vá viver por nós.
Digo tanta coisa, que até é acertada, mas fazer... Tenho que beber um trago do meu poço de determinação. Ás vezes é mais fácil quando sentimos pressão dos outros, outras vezes não...
Vou premiar-me para a próxima semana se conseguir cumprir as minhas metas, vou dando novidades...
E agora vou pôr um "check" na minha lista porque dou por concluído este pequeno post. :)
domingo, 20 de novembro de 2011
Preciso de uma mudança
O meu organismo requer mudança, de hábitos, a minha mente precisa de uma mudança, de ideias.
Será que é desta? É a pergunta que me faço todos os dias, a toda a hora e momento.
Se nas próximas semanas conseguir cumprir o que tenho planeado, será uma vitória, se nestes próximos meses conseguir fazer tudo o que quero será mesmo uma grande vitória!
O meu problema é exigir demais de mim e depois quando falho deixo-me ir abaixo. Tentemos mudar, mais uma vez. Em todos estes anos tenho vivido miserável com os meus problemas e preciso de mudar. Tenho um ano só para mim e para colmatar as minhas falhas, e devo aproveitá-lo.
Devo preparar-me para uma nova etapa, tão desejada e sonhada dia após dia.
Amanhã irá começar uma caminhada, um plano para chegar a um fim...
Talvez fale aqui um pouco sobre isso amanhã, veremos se cumpri. Vai ser difícil, mas não é de todo impossível.
Até amanhã!
Será que é desta? É a pergunta que me faço todos os dias, a toda a hora e momento.
Se nas próximas semanas conseguir cumprir o que tenho planeado, será uma vitória, se nestes próximos meses conseguir fazer tudo o que quero será mesmo uma grande vitória!
O meu problema é exigir demais de mim e depois quando falho deixo-me ir abaixo. Tentemos mudar, mais uma vez. Em todos estes anos tenho vivido miserável com os meus problemas e preciso de mudar. Tenho um ano só para mim e para colmatar as minhas falhas, e devo aproveitá-lo.
Devo preparar-me para uma nova etapa, tão desejada e sonhada dia após dia.
Amanhã irá começar uma caminhada, um plano para chegar a um fim...
Talvez fale aqui um pouco sobre isso amanhã, veremos se cumpri. Vai ser difícil, mas não é de todo impossível.
Até amanhã!
sábado, 5 de novembro de 2011
Arrojo precisa-se
Ontem tentaram trazer o mais arrojado que há em mim e eu não consegui chegar ao fundo do poço e mostrar um pouco do que sou feita...
É frustrante não conseguir sentir a minha própria essência, sendo eu a pessoa que sabe melhor quem sou.
Parece que parei num momento sem sentido, não encontro o espírito de outrora, que acendia a chama e fervia a cada minuto. Não encontro a calma para me encontrar, apenas a angústia de não saber mais nada e de ficar inerte à espera de um sentido...
Os dias não passam de dias, fico quieta à espera que passem, da forma mais estúpida possível... A solidão não quer a minha companhia, tento perseguir o ar com os olhos mas tudo está parado e não tem razão.
Arrojo precisa-se porque faz parte de mim, terei de esventrar-me à procura dele? Ou voltará quando lhe apetecer?
Preciso de uma fonte de energia e de meter o maquinismo a funcionar... Digo tanto, mas ainda não fiz nada para tal acontecer.
Já chega mas eu deixo chegar, instala-se isto que quero matar, não consigo abrir os olhos para a claridade...
É preciso arrojo para viver, para amar e para sofrer, para ter muito e para não ter nada, é preciso e sou eu que o tenho de ir buscar.
Eu quero-me de volta!
É frustrante não conseguir sentir a minha própria essência, sendo eu a pessoa que sabe melhor quem sou.
Parece que parei num momento sem sentido, não encontro o espírito de outrora, que acendia a chama e fervia a cada minuto. Não encontro a calma para me encontrar, apenas a angústia de não saber mais nada e de ficar inerte à espera de um sentido...
Os dias não passam de dias, fico quieta à espera que passem, da forma mais estúpida possível... A solidão não quer a minha companhia, tento perseguir o ar com os olhos mas tudo está parado e não tem razão.
Arrojo precisa-se porque faz parte de mim, terei de esventrar-me à procura dele? Ou voltará quando lhe apetecer?
Preciso de uma fonte de energia e de meter o maquinismo a funcionar... Digo tanto, mas ainda não fiz nada para tal acontecer.
Já chega mas eu deixo chegar, instala-se isto que quero matar, não consigo abrir os olhos para a claridade...
É preciso arrojo para viver, para amar e para sofrer, para ter muito e para não ter nada, é preciso e sou eu que o tenho de ir buscar.
Eu quero-me de volta!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Horas perdidas
O tempo não pára, não obedece a ordens, corre como um cavalo selvagem sedento de liberdade. Por ser tão imponente dá-nos a perceber que afinal não somo nada, somos o vazio de um vazio, de um saco onde se põe a mão e não se acha nada.
Olhar para o estado do tempo não nos diz nada, tentamos controlar os seus reflexos ignorando a sua força, que tantas vezes é fatal.
Perco horas no futuro, em vez de me contentar com o momento presente. Se agora tenho um momento presente que não foi usado, irei ter uma hora morta no passado.
São as horas perdidas em lamentações que não me deixar tirar esta venda. Talvez a escuridão seja um disfarça para algo que quer eclodir...
Quero dizer chega destes momentos, chega de reclamações e de justificações, chega de horas perdidas que não valem mais do um punhado de nadas...
Olhar para o estado do tempo não nos diz nada, tentamos controlar os seus reflexos ignorando a sua força, que tantas vezes é fatal.
Perco horas no futuro, em vez de me contentar com o momento presente. Se agora tenho um momento presente que não foi usado, irei ter uma hora morta no passado.
São as horas perdidas em lamentações que não me deixar tirar esta venda. Talvez a escuridão seja um disfarça para algo que quer eclodir...
Quero dizer chega destes momentos, chega de reclamações e de justificações, chega de horas perdidas que não valem mais do um punhado de nadas...
sábado, 8 de outubro de 2011
Caminhos ocultos
Quando caminhamos para algum lado, vamos sempre em direção a um propósito que temos de conseguir realizar.
Nem sempre é assim, mas não admitimos pois podemos ser julgados e escorraçados da nossa posição social e até mesmo da nossa imagem mental.
Para onde vou?
Sei parte do caminho, sei o futuro mas não sei o agora! Urge a vontade de encontrar um caminho a seguir, aquele que vai dar à esfera que me envolve.
Enquanto reflito sobre isto vou por caminhos errados, em busca momentânea do prazer que o corpo pede, satisfaço a minha sede de conhecimento exterior, mato a moral para que floresça o animal que há em mim.
Deito-me ao sol porque aqui é escuro, frio e desolador. Um dia destes cometo a minha maior loucura, viver...
Nem sempre é assim, mas não admitimos pois podemos ser julgados e escorraçados da nossa posição social e até mesmo da nossa imagem mental.
Para onde vou?
Sei parte do caminho, sei o futuro mas não sei o agora! Urge a vontade de encontrar um caminho a seguir, aquele que vai dar à esfera que me envolve.
Enquanto reflito sobre isto vou por caminhos errados, em busca momentânea do prazer que o corpo pede, satisfaço a minha sede de conhecimento exterior, mato a moral para que floresça o animal que há em mim.
Deito-me ao sol porque aqui é escuro, frio e desolador. Um dia destes cometo a minha maior loucura, viver...
domingo, 15 de maio de 2011
Processo de transformar
Quando pegamos no barro húmido, que quase parece recém tirado da terra, é fácil moldá-lo e fazer o que queremos.
À medida que o tempo passa, é cada vez mais difícil moldá-lo porque a água esvai-se dos seus poros e torna-o numa massa amoldável, conservadora e que respeita todas as constantes que, tradicionalmente regem este mundo e, talvez outros...
Seria, de facto, uma decepção se um dia me tornasse uma estátua, de um barro que secou, sem sequer ter sido moldado. Isso, seria o mesmo que voltar a cometer os mesmos erros vezes sem conta, pois a suas marcas não ficaram lá.
Isso explicaria, realmente, de que somos feitos e o porquê das acções de algumas pessoas. Se amanhã atirasse esse barro seco e sem possibilidade de moldar, à parede, decerto se desfaria em pedaços, como um castelo que rui por falta de cuidados do seu monarca.Foi esquecido para um canto até voltar à luz da ribalta, onde assumiria a sua real importância.
Embora, nestas palavras que escrevo, pareça determinista e com ideias conservadoras, não o sou. Porque acredito naquele processo de juntar de novo água, como se fosse um elixir da verdade, e poder voltar a moldar esse barro, essas mentalidades.
Por isso é fulcral ao longo da nossa vida moldarmo-nos mas não nos deixarmos perder nessas moldagens, que podem alterar uma configuração desejável e, menos confusa que este texto.
À medida que o tempo passa, é cada vez mais difícil moldá-lo porque a água esvai-se dos seus poros e torna-o numa massa amoldável, conservadora e que respeita todas as constantes que, tradicionalmente regem este mundo e, talvez outros...
Seria, de facto, uma decepção se um dia me tornasse uma estátua, de um barro que secou, sem sequer ter sido moldado. Isso, seria o mesmo que voltar a cometer os mesmos erros vezes sem conta, pois a suas marcas não ficaram lá.
Isso explicaria, realmente, de que somos feitos e o porquê das acções de algumas pessoas. Se amanhã atirasse esse barro seco e sem possibilidade de moldar, à parede, decerto se desfaria em pedaços, como um castelo que rui por falta de cuidados do seu monarca.Foi esquecido para um canto até voltar à luz da ribalta, onde assumiria a sua real importância.
Embora, nestas palavras que escrevo, pareça determinista e com ideias conservadoras, não o sou. Porque acredito naquele processo de juntar de novo água, como se fosse um elixir da verdade, e poder voltar a moldar esse barro, essas mentalidades.
Por isso é fulcral ao longo da nossa vida moldarmo-nos mas não nos deixarmos perder nessas moldagens, que podem alterar uma configuração desejável e, menos confusa que este texto.
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