Ontem tentaram trazer o mais arrojado que há em mim e eu não consegui chegar ao fundo do poço e mostrar um pouco do que sou feita...
É frustrante não conseguir sentir a minha própria essência, sendo eu a pessoa que sabe melhor quem sou.
Parece que parei num momento sem sentido, não encontro o espírito de outrora, que acendia a chama e fervia a cada minuto. Não encontro a calma para me encontrar, apenas a angústia de não saber mais nada e de ficar inerte à espera de um sentido...
Os dias não passam de dias, fico quieta à espera que passem, da forma mais estúpida possível... A solidão não quer a minha companhia, tento perseguir o ar com os olhos mas tudo está parado e não tem razão.
Arrojo precisa-se porque faz parte de mim, terei de esventrar-me à procura dele? Ou voltará quando lhe apetecer?
Preciso de uma fonte de energia e de meter o maquinismo a funcionar... Digo tanto, mas ainda não fiz nada para tal acontecer.
Já chega mas eu deixo chegar, instala-se isto que quero matar, não consigo abrir os olhos para a claridade...
É preciso arrojo para viver, para amar e para sofrer, para ter muito e para não ter nada, é preciso e sou eu que o tenho de ir buscar.
Eu quero-me de volta!
Um diário de uma viagem que realizo sem sair de onde escrevo. Dou a volta por todo o meu "eu" em busca de mim própria. Pode ser a chave para a vida, pode ser inútil, mas é necessário.
sábado, 5 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Horas perdidas
O tempo não pára, não obedece a ordens, corre como um cavalo selvagem sedento de liberdade. Por ser tão imponente dá-nos a perceber que afinal não somo nada, somos o vazio de um vazio, de um saco onde se põe a mão e não se acha nada.
Olhar para o estado do tempo não nos diz nada, tentamos controlar os seus reflexos ignorando a sua força, que tantas vezes é fatal.
Perco horas no futuro, em vez de me contentar com o momento presente. Se agora tenho um momento presente que não foi usado, irei ter uma hora morta no passado.
São as horas perdidas em lamentações que não me deixar tirar esta venda. Talvez a escuridão seja um disfarça para algo que quer eclodir...
Quero dizer chega destes momentos, chega de reclamações e de justificações, chega de horas perdidas que não valem mais do um punhado de nadas...
Olhar para o estado do tempo não nos diz nada, tentamos controlar os seus reflexos ignorando a sua força, que tantas vezes é fatal.
Perco horas no futuro, em vez de me contentar com o momento presente. Se agora tenho um momento presente que não foi usado, irei ter uma hora morta no passado.
São as horas perdidas em lamentações que não me deixar tirar esta venda. Talvez a escuridão seja um disfarça para algo que quer eclodir...
Quero dizer chega destes momentos, chega de reclamações e de justificações, chega de horas perdidas que não valem mais do um punhado de nadas...
sábado, 8 de outubro de 2011
Caminhos ocultos
Quando caminhamos para algum lado, vamos sempre em direção a um propósito que temos de conseguir realizar.
Nem sempre é assim, mas não admitimos pois podemos ser julgados e escorraçados da nossa posição social e até mesmo da nossa imagem mental.
Para onde vou?
Sei parte do caminho, sei o futuro mas não sei o agora! Urge a vontade de encontrar um caminho a seguir, aquele que vai dar à esfera que me envolve.
Enquanto reflito sobre isto vou por caminhos errados, em busca momentânea do prazer que o corpo pede, satisfaço a minha sede de conhecimento exterior, mato a moral para que floresça o animal que há em mim.
Deito-me ao sol porque aqui é escuro, frio e desolador. Um dia destes cometo a minha maior loucura, viver...
Nem sempre é assim, mas não admitimos pois podemos ser julgados e escorraçados da nossa posição social e até mesmo da nossa imagem mental.
Para onde vou?
Sei parte do caminho, sei o futuro mas não sei o agora! Urge a vontade de encontrar um caminho a seguir, aquele que vai dar à esfera que me envolve.
Enquanto reflito sobre isto vou por caminhos errados, em busca momentânea do prazer que o corpo pede, satisfaço a minha sede de conhecimento exterior, mato a moral para que floresça o animal que há em mim.
Deito-me ao sol porque aqui é escuro, frio e desolador. Um dia destes cometo a minha maior loucura, viver...
domingo, 15 de maio de 2011
Processo de transformar
Quando pegamos no barro húmido, que quase parece recém tirado da terra, é fácil moldá-lo e fazer o que queremos.
À medida que o tempo passa, é cada vez mais difícil moldá-lo porque a água esvai-se dos seus poros e torna-o numa massa amoldável, conservadora e que respeita todas as constantes que, tradicionalmente regem este mundo e, talvez outros...
Seria, de facto, uma decepção se um dia me tornasse uma estátua, de um barro que secou, sem sequer ter sido moldado. Isso, seria o mesmo que voltar a cometer os mesmos erros vezes sem conta, pois a suas marcas não ficaram lá.
Isso explicaria, realmente, de que somos feitos e o porquê das acções de algumas pessoas. Se amanhã atirasse esse barro seco e sem possibilidade de moldar, à parede, decerto se desfaria em pedaços, como um castelo que rui por falta de cuidados do seu monarca.Foi esquecido para um canto até voltar à luz da ribalta, onde assumiria a sua real importância.
Embora, nestas palavras que escrevo, pareça determinista e com ideias conservadoras, não o sou. Porque acredito naquele processo de juntar de novo água, como se fosse um elixir da verdade, e poder voltar a moldar esse barro, essas mentalidades.
Por isso é fulcral ao longo da nossa vida moldarmo-nos mas não nos deixarmos perder nessas moldagens, que podem alterar uma configuração desejável e, menos confusa que este texto.
À medida que o tempo passa, é cada vez mais difícil moldá-lo porque a água esvai-se dos seus poros e torna-o numa massa amoldável, conservadora e que respeita todas as constantes que, tradicionalmente regem este mundo e, talvez outros...
Seria, de facto, uma decepção se um dia me tornasse uma estátua, de um barro que secou, sem sequer ter sido moldado. Isso, seria o mesmo que voltar a cometer os mesmos erros vezes sem conta, pois a suas marcas não ficaram lá.
Isso explicaria, realmente, de que somos feitos e o porquê das acções de algumas pessoas. Se amanhã atirasse esse barro seco e sem possibilidade de moldar, à parede, decerto se desfaria em pedaços, como um castelo que rui por falta de cuidados do seu monarca.Foi esquecido para um canto até voltar à luz da ribalta, onde assumiria a sua real importância.
Embora, nestas palavras que escrevo, pareça determinista e com ideias conservadoras, não o sou. Porque acredito naquele processo de juntar de novo água, como se fosse um elixir da verdade, e poder voltar a moldar esse barro, essas mentalidades.
Por isso é fulcral ao longo da nossa vida moldarmo-nos mas não nos deixarmos perder nessas moldagens, que podem alterar uma configuração desejável e, menos confusa que este texto.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Movimento inerte
Se tudo parasse agora, poderia rapidamente deslocar-me e assim mudar o que quisesse. Quando estamos em movimento é mais difícil mudar as coisas sem nos deixarmos perder no ritmo acelerado em que vivemos.
Agora que penso queria ter feito mais coisas, ter sido diferente e evitado. As decepções poderiam ter sido evitadas.
Mundo cão, este em que todos somos presas e predadores.
Porquê que eu fui escolher esta sorte de ser assim. E, falo como tivesse escolhido...
Amanhã talvez seja melhor e o rio não esteja tão límpido. A claridade ofusca e fere os meus olhos famintos de vida
Agora que penso queria ter feito mais coisas, ter sido diferente e evitado. As decepções poderiam ter sido evitadas.
Mundo cão, este em que todos somos presas e predadores.
Porquê que eu fui escolher esta sorte de ser assim. E, falo como tivesse escolhido...
Amanhã talvez seja melhor e o rio não esteja tão límpido. A claridade ofusca e fere os meus olhos famintos de vida
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Desejo de férias: isolamento
Há dias em que chamo pelo isolamento, para me cobrir nesse manto que me deixa serena.
Onde me posso fechar no egocentrismo e reflectir sobre o caminho que tenho que seguir. Talvez se me isolar fique em paz, mas não me posso deixar esquecer lá.
A distância é fulcral para conseguir viver em harmonia com o meio biótico e abiótico. Talvez não se partam tantas coisas se estivermos sozinhos, sem ninguém para incomodar.
Estou cheia de todos, estou cheia de ser assim. Não posso mudar de caminho agora que a contagem decrescente se está a aproximar do fim!
Quando me livrar de tudo talvez me liberte das correntes e ande à deriva para encontrar o que quero.
Quero amar ao sol sem preocupações, quero correr pelos meus sonhos antes que voem infinitamente no céu, como os balões de hélio com estranhas figuras que as crianças seguram na mão.
Não quero discutir nem estar em constante desilusão e diálogos com palavras pesadas. Só mais um mês e, estou livre de todo este peso humano que jorra a potes para cima de mim!
Onde me posso fechar no egocentrismo e reflectir sobre o caminho que tenho que seguir. Talvez se me isolar fique em paz, mas não me posso deixar esquecer lá.
A distância é fulcral para conseguir viver em harmonia com o meio biótico e abiótico. Talvez não se partam tantas coisas se estivermos sozinhos, sem ninguém para incomodar.
Estou cheia de todos, estou cheia de ser assim. Não posso mudar de caminho agora que a contagem decrescente se está a aproximar do fim!
Quando me livrar de tudo talvez me liberte das correntes e ande à deriva para encontrar o que quero.
Quero amar ao sol sem preocupações, quero correr pelos meus sonhos antes que voem infinitamente no céu, como os balões de hélio com estranhas figuras que as crianças seguram na mão.
Não quero discutir nem estar em constante desilusão e diálogos com palavras pesadas. Só mais um mês e, estou livre de todo este peso humano que jorra a potes para cima de mim!
terça-feira, 10 de maio de 2011
O som que ecoa em todos os cantos e que arrepia as notas
Num dia tudo parece uma serena melodia que ainda não se conhece a si mesma. À medida que se progride, torna-se numa melodia trágica, no auge da sua força, sem acabar a sua fúria. Nada é eterno,e então esmorece-se a melodia, num tilintar de notas que se abraçam, como se estivessem à procura de calor humano num dia de inverno.
Ouvi uma melodia assim e, parece que me acompanha, para onde quer que vá. Não sei se hei de fugir ou de me agarrar aos suspiros que a melodia deixa sair. Assim sinto-me acompanhada e consigo enfrentar as situações que me aparecem.
Não posso enfraquecer, não posso ter medo, não me posso refugiar. Sinto um misto de medo de falhar e de coragem para ultrapassar os obstáculos, sinto que tenho mesmo de o fazer.
Sei que nem tudo o que sou, sou eu. Nunca fui eu completamente, porque falta-me uma parte de mim. Sei qual a sua forma, o seu encaixe, como encontrá-la. Mas, não é a altura certa, agora. Este agora que me obriga a ser assim, autoritária e por vezes dura. Pura e dura como uma pedra acaba de sair de um vulcão, que mal saiu já solidificou as suas ideias.
Nestas linhas gastas pelo tempo continuo o meu caminho, aliás somos feitos dos desperdícios do Universo. E quem diria que somos tão diferentes no modo em que pensamos, quando somos feitos das mesmas partículas.
E continuo a olhar pela janela, arrepiada pelas notas crepitantes que saem a todo o momento sem avisar, este som tão familiar e distinto continua a ecoar por todos os meus cantos e assim sei onde estou - longe...
Ouvi uma melodia assim e, parece que me acompanha, para onde quer que vá. Não sei se hei de fugir ou de me agarrar aos suspiros que a melodia deixa sair. Assim sinto-me acompanhada e consigo enfrentar as situações que me aparecem.
Não posso enfraquecer, não posso ter medo, não me posso refugiar. Sinto um misto de medo de falhar e de coragem para ultrapassar os obstáculos, sinto que tenho mesmo de o fazer.
Sei que nem tudo o que sou, sou eu. Nunca fui eu completamente, porque falta-me uma parte de mim. Sei qual a sua forma, o seu encaixe, como encontrá-la. Mas, não é a altura certa, agora. Este agora que me obriga a ser assim, autoritária e por vezes dura. Pura e dura como uma pedra acaba de sair de um vulcão, que mal saiu já solidificou as suas ideias.
Nestas linhas gastas pelo tempo continuo o meu caminho, aliás somos feitos dos desperdícios do Universo. E quem diria que somos tão diferentes no modo em que pensamos, quando somos feitos das mesmas partículas.
E continuo a olhar pela janela, arrepiada pelas notas crepitantes que saem a todo o momento sem avisar, este som tão familiar e distinto continua a ecoar por todos os meus cantos e assim sei onde estou - longe...
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