Há dias em que chamo pelo isolamento, para me cobrir nesse manto que me deixa serena.
Onde me posso fechar no egocentrismo e reflectir sobre o caminho que tenho que seguir. Talvez se me isolar fique em paz, mas não me posso deixar esquecer lá.
A distância é fulcral para conseguir viver em harmonia com o meio biótico e abiótico. Talvez não se partam tantas coisas se estivermos sozinhos, sem ninguém para incomodar.
Estou cheia de todos, estou cheia de ser assim. Não posso mudar de caminho agora que a contagem decrescente se está a aproximar do fim!
Quando me livrar de tudo talvez me liberte das correntes e ande à deriva para encontrar o que quero.
Quero amar ao sol sem preocupações, quero correr pelos meus sonhos antes que voem infinitamente no céu, como os balões de hélio com estranhas figuras que as crianças seguram na mão.
Não quero discutir nem estar em constante desilusão e diálogos com palavras pesadas. Só mais um mês e, estou livre de todo este peso humano que jorra a potes para cima de mim!
Um diário de uma viagem que realizo sem sair de onde escrevo. Dou a volta por todo o meu "eu" em busca de mim própria. Pode ser a chave para a vida, pode ser inútil, mas é necessário.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
O som que ecoa em todos os cantos e que arrepia as notas
Num dia tudo parece uma serena melodia que ainda não se conhece a si mesma. À medida que se progride, torna-se numa melodia trágica, no auge da sua força, sem acabar a sua fúria. Nada é eterno,e então esmorece-se a melodia, num tilintar de notas que se abraçam, como se estivessem à procura de calor humano num dia de inverno.
Ouvi uma melodia assim e, parece que me acompanha, para onde quer que vá. Não sei se hei de fugir ou de me agarrar aos suspiros que a melodia deixa sair. Assim sinto-me acompanhada e consigo enfrentar as situações que me aparecem.
Não posso enfraquecer, não posso ter medo, não me posso refugiar. Sinto um misto de medo de falhar e de coragem para ultrapassar os obstáculos, sinto que tenho mesmo de o fazer.
Sei que nem tudo o que sou, sou eu. Nunca fui eu completamente, porque falta-me uma parte de mim. Sei qual a sua forma, o seu encaixe, como encontrá-la. Mas, não é a altura certa, agora. Este agora que me obriga a ser assim, autoritária e por vezes dura. Pura e dura como uma pedra acaba de sair de um vulcão, que mal saiu já solidificou as suas ideias.
Nestas linhas gastas pelo tempo continuo o meu caminho, aliás somos feitos dos desperdícios do Universo. E quem diria que somos tão diferentes no modo em que pensamos, quando somos feitos das mesmas partículas.
E continuo a olhar pela janela, arrepiada pelas notas crepitantes que saem a todo o momento sem avisar, este som tão familiar e distinto continua a ecoar por todos os meus cantos e assim sei onde estou - longe...
Ouvi uma melodia assim e, parece que me acompanha, para onde quer que vá. Não sei se hei de fugir ou de me agarrar aos suspiros que a melodia deixa sair. Assim sinto-me acompanhada e consigo enfrentar as situações que me aparecem.
Não posso enfraquecer, não posso ter medo, não me posso refugiar. Sinto um misto de medo de falhar e de coragem para ultrapassar os obstáculos, sinto que tenho mesmo de o fazer.
Sei que nem tudo o que sou, sou eu. Nunca fui eu completamente, porque falta-me uma parte de mim. Sei qual a sua forma, o seu encaixe, como encontrá-la. Mas, não é a altura certa, agora. Este agora que me obriga a ser assim, autoritária e por vezes dura. Pura e dura como uma pedra acaba de sair de um vulcão, que mal saiu já solidificou as suas ideias.
Nestas linhas gastas pelo tempo continuo o meu caminho, aliás somos feitos dos desperdícios do Universo. E quem diria que somos tão diferentes no modo em que pensamos, quando somos feitos das mesmas partículas.
E continuo a olhar pela janela, arrepiada pelas notas crepitantes que saem a todo o momento sem avisar, este som tão familiar e distinto continua a ecoar por todos os meus cantos e assim sei onde estou - longe...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Um dia claramente pardo
Tive um dia chato, cheio de trabalho e meio vazio de emoções. Quis parar tudo para poder sentir o nada em que me encontro, pois tudo tem um aroma associado. Já não sinto o aroma do nada desde que tenho tido este trabalho todo. É viciante sentirmo-nos ocupados e utéis, mas a saudade pesa quando queremos escrever sobre o nada que somos, o tudo que sentimos e não sabemos explicar e o intermédio de movimentos que nos fazem executar certas acções, para que desta abatida existência se forme algum produto desejável.
Um dia pardo é um dia de penumbra, de criação, de uma luz difusa na escuridão, que aponta o caminho. Apesar de tudo temos de ser nós a encontrá-lo.
Se tinha tempo para sentir o nada, tive. Mas como deito fora os restos do dia, apenas me deito a pensar no que irá acontecer amanhã sem ter vivido o hoje.
Um dia pardo é um dia de penumbra, de criação, de uma luz difusa na escuridão, que aponta o caminho. Apesar de tudo temos de ser nós a encontrá-lo.
Se tinha tempo para sentir o nada, tive. Mas como deito fora os restos do dia, apenas me deito a pensar no que irá acontecer amanhã sem ter vivido o hoje.
A arrogância como condição da superioridade
Ás vezes é simplesmente necessário ser arrogante. Quando a mediocridade nos impede de caminhar pelos caminhos da dignidade, é estritamente necessário encontrar outro caminho, sob pena de fazermos essa caminhada sozinhos e com alguém que nos vigia, sempre em busca das nossas falhas.
A arrogância pode e muitas vezes é expressamente uma condição da superioridade, pois por vezes só assim conseguimos encontrar novas soluções e fazer com as nossas ideias deixem de ser ignoradas.
Há dias em que tenho de agir assim, como se tivesse sempre razão e que sou a única capaz de arrastar o mediocre para dentro de quem o trouxe e libertar caminho para o que deve desfilar nas ruas do que é de facto aceitável.
Não posso explodir, não posso errar, não posso perecer. Tenho de continuar nas minhas alturas para vencer. Como já disseram uma vez: a mediocridade é aplaudida, o que é digno e bom é invejado. Por isso é que as coisas melhores são as mais difíceis de alcançar!
A arrogância pode e muitas vezes é expressamente uma condição da superioridade, pois por vezes só assim conseguimos encontrar novas soluções e fazer com as nossas ideias deixem de ser ignoradas.
Há dias em que tenho de agir assim, como se tivesse sempre razão e que sou a única capaz de arrastar o mediocre para dentro de quem o trouxe e libertar caminho para o que deve desfilar nas ruas do que é de facto aceitável.
Não posso explodir, não posso errar, não posso perecer. Tenho de continuar nas minhas alturas para vencer. Como já disseram uma vez: a mediocridade é aplaudida, o que é digno e bom é invejado. Por isso é que as coisas melhores são as mais difíceis de alcançar!
sábado, 19 de março de 2011
Sobrevalorizam-se conceitos e pessoas...
Se a amizade fosse uma flor que precisa de água para crescer, a nossa murchou.
Se antes eras alguém com quem eu gostava de falar, agora repugnas-me.
Este ciclo já se fechou e não se vai voltar a abrir, o encoberto veio e vai ficar. Se o nevoeiro te cobre, assim não te verei e estou em paz.
Seu ser dependente e mesquinho, quem vens falar de moralismos quando o que tu fazes é ir contra esses teus ideiais que tantos queres defender. Só os defendes porque é parecer bem.
Seu ser sádico que gostas de olhar para bonecos rechonchudos para os puderes apertar e assim vingar-te. É isso que fazes com as pessoas.
A amizade está sobrevalorizada, tu dizes que é demasiado importante para se perder.
Francamente, és um ser que não sai da sua pequenez e mentes pensando que vais parecer melhor que todos. Não és ninguém e nunca serás, pelo menos para mim
Se antes eras alguém com quem eu gostava de falar, agora repugnas-me.
Este ciclo já se fechou e não se vai voltar a abrir, o encoberto veio e vai ficar. Se o nevoeiro te cobre, assim não te verei e estou em paz.
Seu ser dependente e mesquinho, quem vens falar de moralismos quando o que tu fazes é ir contra esses teus ideiais que tantos queres defender. Só os defendes porque é parecer bem.
Seu ser sádico que gostas de olhar para bonecos rechonchudos para os puderes apertar e assim vingar-te. É isso que fazes com as pessoas.
A amizade está sobrevalorizada, tu dizes que é demasiado importante para se perder.
Francamente, és um ser que não sai da sua pequenez e mentes pensando que vais parecer melhor que todos. Não és ninguém e nunca serás, pelo menos para mim
quinta-feira, 17 de março de 2011
Liberdade presa
Fitas-me como se te devesse uma explicação. Como se os meus passos tivessem de ser aprovados por ti para eu poder caminhar. Falas em nós, como se para mim fizesse sentido.
Há grades invisiveis em que me tentas encerrar, não me deixas falar porque pensas que a minha palavra também te define.
Eu não gosto que sigam os meus passos, de dar satisfações nem de agir só porque fica bem. Não gosto que me digam que não sei o que é uma coisa quando já a vivi e essa pessoa fala de ouvir dizer diz que não está certo.
Não gosto que me digas que estou errada quando nem sabes sequer do assunto e quando pensas que o mundo é apenas o sítio de onde brotaste e cresceste.
O mundo é maior, essa pequenez que tanto gostas pode servir para ti, mas não para mim.
Eu sou um maquinismo em fúria, tu és uma árvore que vê o passar do tempo sempre procrastinando.
Tu pensas que sabes, mas és ignorante e ignoras tudo o que não sabes porque realmente não te queres esforçar.
Dou-me contigo mas não quer dizer que me identifique contigo, queres prender-me nas minhas ideias e dar conselhos sobre coisas sobre as quais não sabes nada.
Mas não passas de alguém que segue os outros e embora dizendo que não gostas deles, continuas a segui-los.
Essa falta de uso de pensamento e esse pensar que sabes torna-se cada vez mais difícil de ouvir.
Isso de dizeres que tens mais isto ou aquilo que outrem e de te vitimizares não tem sentido nem razão. Padrões mais errados e simplórios que tu tens. Nem da tua geração pareces, paraste no tempo antes de nasceres e tentas vincular isso nos outros.
Eu gosto de ser livre e sou, porque me repugna usar ideias dos outros por não me dar ao trabalho de pensar...
Serei eu e tu serás tu, os grupos não são para mim, são para os outros que encontram nas suas personalidades complementos dos outros..
Há grades invisiveis em que me tentas encerrar, não me deixas falar porque pensas que a minha palavra também te define.
Eu não gosto que sigam os meus passos, de dar satisfações nem de agir só porque fica bem. Não gosto que me digam que não sei o que é uma coisa quando já a vivi e essa pessoa fala de ouvir dizer diz que não está certo.
Não gosto que me digas que estou errada quando nem sabes sequer do assunto e quando pensas que o mundo é apenas o sítio de onde brotaste e cresceste.
O mundo é maior, essa pequenez que tanto gostas pode servir para ti, mas não para mim.
Eu sou um maquinismo em fúria, tu és uma árvore que vê o passar do tempo sempre procrastinando.
Tu pensas que sabes, mas és ignorante e ignoras tudo o que não sabes porque realmente não te queres esforçar.
Dou-me contigo mas não quer dizer que me identifique contigo, queres prender-me nas minhas ideias e dar conselhos sobre coisas sobre as quais não sabes nada.
Mas não passas de alguém que segue os outros e embora dizendo que não gostas deles, continuas a segui-los.
Essa falta de uso de pensamento e esse pensar que sabes torna-se cada vez mais difícil de ouvir.
Isso de dizeres que tens mais isto ou aquilo que outrem e de te vitimizares não tem sentido nem razão. Padrões mais errados e simplórios que tu tens. Nem da tua geração pareces, paraste no tempo antes de nasceres e tentas vincular isso nos outros.
Eu gosto de ser livre e sou, porque me repugna usar ideias dos outros por não me dar ao trabalho de pensar...
Serei eu e tu serás tu, os grupos não são para mim, são para os outros que encontram nas suas personalidades complementos dos outros..
terça-feira, 15 de março de 2011
O dia caminha para o fim da luz
Estou doente. Amanhã vou ter teste.
Não peguei em livros, quero ficar enroscada nos lençóis e ter pensamentos perversos.
Amanhã volta a luz.
Hoje apenas preciso de uma luz para ler as palavras e ficar a perceber de imunidade.
Serei auto-imune?
Não peguei em livros, quero ficar enroscada nos lençóis e ter pensamentos perversos.
Amanhã volta a luz.
Hoje apenas preciso de uma luz para ler as palavras e ficar a perceber de imunidade.
Serei auto-imune?
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