Fitas-me como se te devesse uma explicação. Como se os meus passos tivessem de ser aprovados por ti para eu poder caminhar. Falas em nós, como se para mim fizesse sentido.
Há grades invisiveis em que me tentas encerrar, não me deixas falar porque pensas que a minha palavra também te define.
Eu não gosto que sigam os meus passos, de dar satisfações nem de agir só porque fica bem. Não gosto que me digam que não sei o que é uma coisa quando já a vivi e essa pessoa fala de ouvir dizer diz que não está certo.
Não gosto que me digas que estou errada quando nem sabes sequer do assunto e quando pensas que o mundo é apenas o sítio de onde brotaste e cresceste.
O mundo é maior, essa pequenez que tanto gostas pode servir para ti, mas não para mim.
Eu sou um maquinismo em fúria, tu és uma árvore que vê o passar do tempo sempre procrastinando.
Tu pensas que sabes, mas és ignorante e ignoras tudo o que não sabes porque realmente não te queres esforçar.
Dou-me contigo mas não quer dizer que me identifique contigo, queres prender-me nas minhas ideias e dar conselhos sobre coisas sobre as quais não sabes nada.
Mas não passas de alguém que segue os outros e embora dizendo que não gostas deles, continuas a segui-los.
Essa falta de uso de pensamento e esse pensar que sabes torna-se cada vez mais difícil de ouvir.
Isso de dizeres que tens mais isto ou aquilo que outrem e de te vitimizares não tem sentido nem razão. Padrões mais errados e simplórios que tu tens. Nem da tua geração pareces, paraste no tempo antes de nasceres e tentas vincular isso nos outros.
Eu gosto de ser livre e sou, porque me repugna usar ideias dos outros por não me dar ao trabalho de pensar...
Serei eu e tu serás tu, os grupos não são para mim, são para os outros que encontram nas suas personalidades complementos dos outros..
Um diário de uma viagem que realizo sem sair de onde escrevo. Dou a volta por todo o meu "eu" em busca de mim própria. Pode ser a chave para a vida, pode ser inútil, mas é necessário.
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
O dia caminha para o fim da luz
Estou doente. Amanhã vou ter teste.
Não peguei em livros, quero ficar enroscada nos lençóis e ter pensamentos perversos.
Amanhã volta a luz.
Hoje apenas preciso de uma luz para ler as palavras e ficar a perceber de imunidade.
Serei auto-imune?
Não peguei em livros, quero ficar enroscada nos lençóis e ter pensamentos perversos.
Amanhã volta a luz.
Hoje apenas preciso de uma luz para ler as palavras e ficar a perceber de imunidade.
Serei auto-imune?
sábado, 22 de janeiro de 2011
Fragmentos
Tenho montes de coisas para fazer, mas não me apetece fazer nada.
Como sempre, não é nada surpreendente.
Talvez quisesse reviver em palavras os desejos que nunca vivi, tal como perder-me numa dessas ruas de introspecção profunda sem querer regressar, porque afinal, a vida não passa de um labirinto centrípto de recordações, desejos e coisas indefiníveis.
Em transe, passando ao lado de tudo e todos, contemplando as coisas sem pensar nos seus adjectivos, mas sim nos seus nomes, porque as coisas são como são e tudo o que lhe atribuimos é imaginado.
Há que não ter medo de ser e de viver, porque se estamos cá, porque não fazer alguma coisa com o tempo. Todos dizem que o alcance da vida é a felicidade, mas como seria uma vida sofrega se tudo fosse de cores garridas a toda a hora, o meu ser cobre-se de cores funebres em jeito de festa, admirando a fugacidade longa da vida, a contrariedade dos sentidos, tudo o que demais estamos fartos de pensar mas que não sabemos dar nome.
Desassossegante destino, que está nas mãos das leis naturais, que nós moldamos tão despreocupademente.
Amanhã é dia para não pensar, para fazer e gostar, para ser banal.
Hoje é dia de trabalhar, ou fingir que se trabalha, se fizermos alguém acreditar, mais facilmente faze-mo-nos acreditar.
Olhei-me num espelho partido, qual dos pedaços terei gostado mais?
Como sempre, não é nada surpreendente.
Talvez quisesse reviver em palavras os desejos que nunca vivi, tal como perder-me numa dessas ruas de introspecção profunda sem querer regressar, porque afinal, a vida não passa de um labirinto centrípto de recordações, desejos e coisas indefiníveis.
Em transe, passando ao lado de tudo e todos, contemplando as coisas sem pensar nos seus adjectivos, mas sim nos seus nomes, porque as coisas são como são e tudo o que lhe atribuimos é imaginado.
Há que não ter medo de ser e de viver, porque se estamos cá, porque não fazer alguma coisa com o tempo. Todos dizem que o alcance da vida é a felicidade, mas como seria uma vida sofrega se tudo fosse de cores garridas a toda a hora, o meu ser cobre-se de cores funebres em jeito de festa, admirando a fugacidade longa da vida, a contrariedade dos sentidos, tudo o que demais estamos fartos de pensar mas que não sabemos dar nome.
Desassossegante destino, que está nas mãos das leis naturais, que nós moldamos tão despreocupademente.
Amanhã é dia para não pensar, para fazer e gostar, para ser banal.
Hoje é dia de trabalhar, ou fingir que se trabalha, se fizermos alguém acreditar, mais facilmente faze-mo-nos acreditar.
Olhei-me num espelho partido, qual dos pedaços terei gostado mais?
sábado, 1 de janeiro de 2011
Ano Novo = Vida Nova
Parece um pouco cliché dizer que quando vem o ano novo começa uma vida nova, mas faz sentido.
Olhando para 2010 noto que melhorei e muito numas coisas e também noto que há muito para fazer.
Na escola estou a ter o meu melhor ano em termos de notas, mas há coisas que quero melhorar: continuo péssima a matemática e tenho mesmo que subir ou caso contrário chumbo; melhorar a tudo o resto, se dantes não acreditava que podia tirar as notas que tenho agora, agora que as tirei estou optimista, afinal o limite é o céu!
Mudei muito, sou mais autónoma e um pouco mais como deve ser uma pessoa adulta (que ainda não sou mas caminho para lá).
Então para este ano os meus objectivos são:
- ter a melhor média possível e entrar na universidade;
-dar-me bem na universidade;
- ir para uma cidade nova;
-ganhar algum dinheiro;
-ficar em forma;
-escrever muito;
-tudo de bom que eu venha a desejar se realize.
Mas como não chega só pedir, vou ter mesmo que lutar muito para conseguir tudo isto.
Feliz ano novo 2011!!!!
Olhando para 2010 noto que melhorei e muito numas coisas e também noto que há muito para fazer.
Na escola estou a ter o meu melhor ano em termos de notas, mas há coisas que quero melhorar: continuo péssima a matemática e tenho mesmo que subir ou caso contrário chumbo; melhorar a tudo o resto, se dantes não acreditava que podia tirar as notas que tenho agora, agora que as tirei estou optimista, afinal o limite é o céu!
Mudei muito, sou mais autónoma e um pouco mais como deve ser uma pessoa adulta (que ainda não sou mas caminho para lá).
Então para este ano os meus objectivos são:
- ter a melhor média possível e entrar na universidade;
-dar-me bem na universidade;
- ir para uma cidade nova;
-ganhar algum dinheiro;
-ficar em forma;
-escrever muito;
-tudo de bom que eu venha a desejar se realize.
Mas como não chega só pedir, vou ter mesmo que lutar muito para conseguir tudo isto.
Feliz ano novo 2011!!!!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Hoje mais hoje
Os dias têm sido de trabalho, de stress, de compensações por vezes.
As férias estão a chegar e melhor não poderia acontecer nesta altura!
Quero paz em mim, que estas pessoas todas parem de lutar em mim.
Quero querer
As férias estão a chegar e melhor não poderia acontecer nesta altura!
Quero paz em mim, que estas pessoas todas parem de lutar em mim.
Quero querer
sábado, 4 de dezembro de 2010
Gostos e manias
Gosto de escrever com os dedos despidos de mentira
Gosto de sentir as cordas presas nos dedos, como se a música dependesse disso para viver
Gosto de sentir violentamente
Gosto de tanta coisa, que nem sei do que gosto...
Desvaneios de loucura existencial...
Gosto de sentir as cordas presas nos dedos, como se a música dependesse disso para viver
Gosto de sentir violentamente
Gosto de tanta coisa, que nem sei do que gosto...
Desvaneios de loucura existencial...
Pensamentos perdidos num dia de chuva
Mais um dia frio, mais um dia doente. Saí para absorver ar e alimento de literatura.
Estou a construir o meu império literário, o meu castelo de livros para escrever mais e melhor.
Não serei génio sem saber como são os verdadeiros génios, nem poderei falar sem conhecer. É tempo de criação, de estudo e de instrospecção.
Pensar pode criar infelicidade, sem pensar não sou feliz, dizem que remédio é equilibrio. Mas se sou desiquilibrada como fazê-lo? Alguém tem uma solução?
Estou a construir o meu império literário, o meu castelo de livros para escrever mais e melhor.
Não serei génio sem saber como são os verdadeiros génios, nem poderei falar sem conhecer. É tempo de criação, de estudo e de instrospecção.
Pensar pode criar infelicidade, sem pensar não sou feliz, dizem que remédio é equilibrio. Mas se sou desiquilibrada como fazê-lo? Alguém tem uma solução?
Subscrever:
Mensagens (Atom)