sábado, 22 de janeiro de 2011

Fragmentos

Tenho montes de coisas para fazer, mas não me apetece fazer nada.
Como sempre, não é nada surpreendente.
Talvez quisesse reviver em palavras os desejos que nunca vivi, tal como perder-me numa dessas ruas de introspecção profunda sem querer regressar, porque afinal, a vida não passa de um labirinto centrípto de recordações, desejos e coisas indefiníveis.
Em transe, passando ao lado de tudo e todos, contemplando as coisas sem pensar nos seus adjectivos, mas sim nos seus nomes, porque as coisas são como são e tudo o que lhe atribuimos é imaginado.
Há que não ter medo de ser e de viver, porque se estamos cá, porque não fazer alguma coisa com o tempo. Todos dizem que o alcance da vida é a felicidade, mas como seria uma vida sofrega se tudo fosse de cores garridas a toda a hora, o meu ser cobre-se de cores funebres em jeito de festa, admirando a fugacidade longa da vida, a contrariedade dos sentidos, tudo o que demais estamos fartos de pensar mas que não sabemos dar nome.
Desassossegante destino, que está nas mãos das leis naturais, que nós moldamos tão despreocupademente.
Amanhã é dia para não pensar, para fazer e gostar, para ser banal.
Hoje é dia de trabalhar, ou fingir que se trabalha, se fizermos alguém acreditar, mais facilmente faze-mo-nos acreditar.
Olhei-me num espelho partido, qual dos pedaços terei gostado mais?

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo = Vida Nova

Parece um pouco cliché dizer que quando vem o ano novo começa uma vida nova, mas faz sentido.
Olhando para 2010 noto que melhorei e muito numas coisas e também noto que há muito para fazer.
Na escola estou a ter o meu melhor ano em termos de notas, mas há coisas que quero melhorar: continuo péssima a matemática e tenho mesmo que subir ou caso contrário chumbo; melhorar a tudo o resto, se dantes não acreditava que podia tirar as notas que tenho agora, agora que as tirei estou optimista, afinal o limite é o céu!
Mudei muito, sou mais autónoma e um pouco mais como deve ser uma pessoa adulta (que ainda não sou mas caminho para lá).
Então para este ano os meus objectivos são:

- ter a melhor média possível e entrar na universidade;
-dar-me bem na universidade;
- ir para uma cidade nova;
-ganhar algum dinheiro;
-ficar em forma;
-escrever muito;
-tudo de bom que eu venha a desejar se realize.

Mas como não chega só pedir, vou ter mesmo que lutar muito para conseguir tudo isto.
Feliz ano novo 2011!!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Hoje mais hoje

Os dias têm sido de trabalho, de stress, de compensações por vezes.
As férias estão a chegar e melhor não poderia acontecer nesta altura!
Quero paz em mim, que estas pessoas todas parem de lutar em mim.
Quero querer

sábado, 4 de dezembro de 2010

Gostos e manias

Gosto de escrever com os dedos despidos de mentira
Gosto de sentir as cordas presas nos dedos, como se a música dependesse disso para viver
Gosto de sentir violentamente

Gosto de tanta coisa, que nem sei do que gosto...

Desvaneios de loucura existencial...

Pensamentos perdidos num dia de chuva

 Mais um dia frio, mais um dia doente. Saí para absorver ar e alimento de literatura.
Estou a construir o meu império literário, o meu castelo de livros para escrever mais e melhor.
Não serei génio sem saber como são os verdadeiros génios, nem poderei falar sem conhecer. É tempo de criação, de estudo e de instrospecção.
Pensar pode criar infelicidade, sem pensar não sou feliz, dizem que remédio é equilibrio. Mas se sou desiquilibrada como fazê-lo? Alguém tem uma solução?

sábado, 6 de novembro de 2010

Eras meu mundo

Havia uma altura em que tu eras tudo e eu era parte de ti. Eras meu vicio, consumia-te para viver.
Um dia deixaste de satisfazer o meu vicio, agarrei um mais fácil de obter.
Quero consumir-vos até não ter mais sede, esta sede é cada vez maior.
Meu corpo não aguenta, nem meu coração.
Qual de vocês escolher? Não sei.
Eras o meu mundo, morri por ti, nasci para ti, fui eu para ti.
Deste mundo só restam recordações e o desejo dos beijos que nunca me deste e eu que, sempre, os senti.
Eras meu mundo, e esmagaste-o com a tua ausência.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sou o que odeio e não sou o que sou

 Olho-me neste mar de gente, vejo o meu reflexo em tantas delas, mas distorcido.
A realidade é mentira e o sonho irreal, tornei-me o que não queria e não sou o que sou.
Quero ser o que penso estar bem para mim e não correcto para os outros.
Não gosto de falar de ninguém mas falo, caio no abismo em vez de voar alto por cima das cabeças de quem julga.
Quero-me aceitar sem julgar, mas queria ser como os outros dizem e não me conheço nessa forma.
Quem és tu pessoa ambígua, por quem te chamam?
Ninguém ou multidão? Quantas almas tens?
Contigo sonho, comigo convivo, em ti me quero sentir.
Su o que odeio e não sou o que sou, onde estás tu afinal?