Voltaste inesperadamente, ou será que não és tu? Ainda não sei, não me dizes o que queres. Afinal o que é? O que tens de tão especial? Fazer de uma besta um deus e de um deus uma besta é o cabo os trabalhos mas fizeste-o.
E agora? É de vez? Não vais embora, não levas um bocado de mim?
Um diário de uma viagem que realizo sem sair de onde escrevo. Dou a volta por todo o meu "eu" em busca de mim própria. Pode ser a chave para a vida, pode ser inútil, mas é necessário.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Sim, era para ser um texto mas saiu outro
Já tive fome depois de comer muito, já estive cansada depois de dormir mais de meio dia, já me senti insatisfeita depois de ter muito do que quis (porque nunca estou satisfeita).
É mau ser ambicioso quando se tem cada vez mais e se sente cada vez menos feliz. É bom ser ambicioso quando se trabalha para ser cada vez mais e melhor.
Exposto desta forma, talvez se pense que a ambição é um ponto de colapso entre as boas e as más intenções. E é verdade, está muito nas intenções e como se controlam.
Uma boa intenção descontrolada pode ser tão má como uma má intenção, porque se torna obcessivo. Por isso, por mais que queiram tentar persuadir os outros a ser diferentes porque acham que é melhor para a vida deles, dêem apenas o conselho e deixem-nos decidir.
Álguem só é ajudado quando se deixa ajudar, por isso não insistam.
(Isto até podia ser um bom texto para aquelas velhotas que andam na rua a impingir papéis e tentar que mudemos de religião... Ninguém muda assim do dia para o noite, sem ter razões fortes e se acreditar mesmo no que está a fazer)
Não quero que travem as minhas obcessões, eu eventualmente bato contra a parede, páro e reflito (ouvi dizer que de acordo com o AO fica paro, mas para mim ainda não me faz muito sentido, nem sei se algum dia o fará).
Mas deixem-me em paz! Deixei-me encher de porcarias e dizer idiotices das quais me vou arrepender. Eu sei o que faço e é quase irresistivel pisar a linha muitas vezes (mas com muita, muita contenção e determinação não o faço).
Amanhã pode ser que ouça, mas não me travem agora. Agora que quero viver um pouco mais do que dantes. Agora que não quero apagar a luz.
E isto que era para ser sobre outra coisa... Enfim... É o que dá escrever às 3 e tal da manhã!
É mau ser ambicioso quando se tem cada vez mais e se sente cada vez menos feliz. É bom ser ambicioso quando se trabalha para ser cada vez mais e melhor.
Exposto desta forma, talvez se pense que a ambição é um ponto de colapso entre as boas e as más intenções. E é verdade, está muito nas intenções e como se controlam.
Uma boa intenção descontrolada pode ser tão má como uma má intenção, porque se torna obcessivo. Por isso, por mais que queiram tentar persuadir os outros a ser diferentes porque acham que é melhor para a vida deles, dêem apenas o conselho e deixem-nos decidir.
Álguem só é ajudado quando se deixa ajudar, por isso não insistam.
(Isto até podia ser um bom texto para aquelas velhotas que andam na rua a impingir papéis e tentar que mudemos de religião... Ninguém muda assim do dia para o noite, sem ter razões fortes e se acreditar mesmo no que está a fazer)
Não quero que travem as minhas obcessões, eu eventualmente bato contra a parede, páro e reflito (ouvi dizer que de acordo com o AO fica paro, mas para mim ainda não me faz muito sentido, nem sei se algum dia o fará).
Mas deixem-me em paz! Deixei-me encher de porcarias e dizer idiotices das quais me vou arrepender. Eu sei o que faço e é quase irresistivel pisar a linha muitas vezes (mas com muita, muita contenção e determinação não o faço).
Amanhã pode ser que ouça, mas não me travem agora. Agora que quero viver um pouco mais do que dantes. Agora que não quero apagar a luz.
E isto que era para ser sobre outra coisa... Enfim... É o que dá escrever às 3 e tal da manhã!
Atormentas-me...
Ainda me atormentas desde aquele dia em que te conheci e que deixei entrar o meu lado animalesco na conversa. E tu bem sabes que somos duas bestas que viveram o suficiente para saber que na vida não podemos buscar àgua a um poço de ingenuidade para vermos as coisas pelo lado rosa, como aqueles que aparecem nos filmes depois de uma turbulenta história com pouco sentido, a imitar a vida.
Mesmo sem te ter verdadeiramente conhecido foste um ponto de viragem que teimo em dizer que não és. Aqui digo-o, sem medos porque aqui retiro a minha máscara de pessoa que teve de se tornar forte e por vezes tem de se armar em cabra insensivel mesmo que a magoe, mas que quando é preciso ajuda mesmo os que não merecem (mas sem deitar uma lágrima sequer,ser rancores, pelo menos em público-a parte das lágrimas).
Hoje rio, mas já chorei por mim... Eu derramo as lágrimas sozinha, na cama, sem medo porque ninguém me ouve ou vê. Sozinha posso ser forte ou fraca se quiser, posso ser selvagem ou posso-me aninhar nos lençóis com um desejo de proteção de alguém que não vem. Ás vezes ainda choro por dentro, por uma coisa tão parva e sem sentido tomar estas proporções e chegar quase a levar-me a dar o teu nome a uma era da minha vida quando tu nem sequer participaste nela.
Já estavas em mim sem te conhecer, porque temos algo em comum... Apenas me despertaste... Fizeste-me quase tentar acabar com a minha consciência inconsciente, levar-me à loucura e arquitetar um plano contra os valores que agora nem sei se tenho.
Já traí em pensamento e, tu minha besta, quase me levaste levar à ação! Mas não fica por aqui...
Todas as conversas, todas as mensagens e conversas que tão intimamente dizias serem entre nós os dois (e eu acredito que sim, apenas porque sei que não queres as coisas pretas para o teu lado) deves ter tido com muitas outras. E esse nem sequer é um problema para mim, porque já o calculei e sei, com sempre soube, que agiste por interesse tal como eu... Mas porra, sai-me da cabeça uma vez por todas!
Não me deixes pensar em encontros que nunca acontecerem nem vão acontecer, ou em vingança ou em alguma hipótese de acontecer algo que nos meta cara a cara, pela primeira vez, como já estivemos quase corpo a corpo sem nunca nos termos cruzado (a não ser pelas mãos do "destino" que levou o teu amigo a apresentar-te... amigo que nem eu conhecia até há pouco tempo...).
Sem dúvida tens um charme nessa sinceridade com que dizias tudo, o bom e o mau (a contrariedade da tua pessoa deixa dúvidas no entanto, depois dessa atitude parva que tiveste, mandavas-me à merdinha que era melhor. Eu podia estrebuchar mas nunca irias ficar mais aqui!). Mas também és convencido, dizem que os "bons" (físicamente) são os piores... E é verdade, e eu sempre o soube.
Aproveitaste-te da minha fome e eu da tua, mas não chegou a acontecer. Houve aquele momento em que disseste as palavras-chave que fizeram-me voltar ao mundo do raciocínio: O jogo é teu.
As derradeiras palavras... De repente senti-me sozinha, a tua cumplicidade abandonou-me e vi o que estava a fazer. Talvez, se não fossem certos motivos, teria ido em frente ou talvez não...
Não sei, porque não aconteceu e agora se te olhasse para os olhos malandros desmanchava-me a rir. Como pensei isto ser possível (e como continuo a pensar, mesmo que não pretenda que seja contigo) ou então ficava envergonhada, como normalmente fico em situações destas ou então ainda tentava encontrar algo nos teus olhos, que nunca reparei se são vazios ou cheios, sei que me disseste que são esverdiados e eu já notei umas pontas de verde, mas não como aquelas que há nos meus. Sem dúvidas são verdes diferentes e em proporções diferentes.
O que me libertou um pouco, foi aquele ar malandro com que falaste depois e eu não me conti em mandar umas bocas, que talvez sejam as responsáveis por provavelmente nunca falares mais comigo. Mas libertou-me! O que me fez mal foi nunca mais teres dito nada, preferia uma valente discussão e perceber tudo do que isto. Não gosto de meias palavras, gosto que me digam tudo o que me têm para dizer, seja azedo ou doce. Mas o silêncio dói e leva à loucura, agora sei disso.
Também sei que depois de ti, por me deixares este lado à solta, vou fazê-lo finalmente... Aquilo de que tanto falámos e, que depois de saberes que não ia acontecer, desvalorizaste para não dares parte de fraco. Mas desta vez com mais confiança, com menos medo de falhar ou de agradar, porque ele apesar de ser totalmente diferente de ti em relação a aparências tem em comum comigo coisas que nunca tiveste. Colocas a fasquia alta, não tenhas dúvidas... Há o medo de não agradar e, atormenta-me isso, porque faço de tudo para me marimbar para tudo e todos e sinto-me bem assim...
Uma vez relataram-me uma conversa em que disseste que te fazia bem, mas tu fizeste-me mal e ainda fazes... Seu egoísta! Eu sempre soube que o foste, talvez foi o que te ensinaram. Talvez pelos teus infortúnios tenhas escolhido ser assim. Mas, a minha alma ingénua que eu enterrei há tempos tenha querido ressuscitar e agora prega-me estas partidas!
Não valho nada, eu sei. E tu? Também não e, tu sabes tão bem... Há coisas em que somos iguais, para o bem e para o mal.
Podes fazer melhor, muito melhor. Tens potencial mas ainda te deixas levar por uma vida de inércia até valer a pena esforçares-te... Conselhos para quê? Nunca os vais ouvir.
Sabes o que me dói mais? Saber que um ser como tu tenha despoletado tudo isto e afinal sou apenas mais uma... Mais uma experiência...
Mas antes demais deixa-me dizer que não és assim tão especial. Tal como foste tu, podia ter sido outra pessoa. Tiveste "sorte" de ser o primeiro, eu tive mas foi azar... És um ponto de viragem, uma aproximação do pensamento à ação, sabes quando o limite entre os dois tende para zero (e nós que odiamos matemática, e eu a dizer isto).
Há coisas que ainda não percebo e sei que não me devo dar ao trabalho de perceber. Não vale mesmo a pena não é? É um passado que nunca aconteceu e nem vai acontecer, mesmo que nunca se deve dizer "desta àgua não beberei". Talvez seja por isso que procure a tua cara na multidão, mesmo que sei que as probabilidades de tal acontecer sejam infimas, estupidamente infimas o quanto estúpido é este pensamento.
Odeio que as músicas daquela altura me façam pensar em momentos que não aconteceram e palavras não ditas e filmes que fiz, com piada ou sem piada, prováveis ou improváveis, ou o que for. E pior, penso ainda em pessoas que nunca vi, tão ligadas a ti que tornaram tudo tão negro. Não faria tanta diferença se fossemos livres de voar pois não?
Eu continuei em frente, tal como tu continuas de certeza e espero bem que sim... Não te desejo mal, embora achasse bastante divertido ver-te dentro de uma situação cómica ou embaraçosa, mas quem não gosta de ver essas coisas?
Não sei já consigo dizer adeus, afinal conseguiste-me ver alguma coisa de útil na matemática, fizeste-me pôr palavras inteiras com a mais pura claridade e tenho a certeza que ainda me podes ser muito útil na literatura, um dia quem sabe? Mas não estejas já com ideias de ser personagem principal, que eu sei que queres muito ser o líder em tudo (in your dreams, you're someone's bitch and don't notice or admit it). Apeteceu-me mesmo escrever em inglês agora, se não percebem fodam-se mas não usem o tradutor virtual, não vale um chavo! Perguntem a quem sabe ou recorram aos serviços de um tradutor.
Onde iamos... Ah, sim, tu ó besta bestial: felicidades e se um dia nos encontrarmos que seja ara coisas boas, nada destas conversas. E se por obra do espírito santo leres isto: não te comeces aí a achar e tal, OK? Se tivesses falado comigo talvez não tinha acontecido muita coisa cá dentro e tudo acaba numa risada sem mais pensamentos maus ou bons. Olha acabavas por ser um parvo qualquer e prontos... Ainda és um parvo, mas a diferença é que és tu, tens um nome (bonito até por acaso).
E é isto... Talvez um dia destes ainda tenhas mais umas linhas ou melhor, nenhuma que até é bom sinal. Mas está na hora de te dizer adeus por hoje!
PS: Não reler este tipo de textos de novo. Escrever e publicar,que se lixe tudo e todos! Anula um pouco aquele efeito libertador que escrever tem, faz-nos querer apagar coisas. Felizmente não cheguei ao fim.
Mesmo sem te ter verdadeiramente conhecido foste um ponto de viragem que teimo em dizer que não és. Aqui digo-o, sem medos porque aqui retiro a minha máscara de pessoa que teve de se tornar forte e por vezes tem de se armar em cabra insensivel mesmo que a magoe, mas que quando é preciso ajuda mesmo os que não merecem (mas sem deitar uma lágrima sequer,ser rancores, pelo menos em público-a parte das lágrimas).
Hoje rio, mas já chorei por mim... Eu derramo as lágrimas sozinha, na cama, sem medo porque ninguém me ouve ou vê. Sozinha posso ser forte ou fraca se quiser, posso ser selvagem ou posso-me aninhar nos lençóis com um desejo de proteção de alguém que não vem. Ás vezes ainda choro por dentro, por uma coisa tão parva e sem sentido tomar estas proporções e chegar quase a levar-me a dar o teu nome a uma era da minha vida quando tu nem sequer participaste nela.
Já estavas em mim sem te conhecer, porque temos algo em comum... Apenas me despertaste... Fizeste-me quase tentar acabar com a minha consciência inconsciente, levar-me à loucura e arquitetar um plano contra os valores que agora nem sei se tenho.
Já traí em pensamento e, tu minha besta, quase me levaste levar à ação! Mas não fica por aqui...
Todas as conversas, todas as mensagens e conversas que tão intimamente dizias serem entre nós os dois (e eu acredito que sim, apenas porque sei que não queres as coisas pretas para o teu lado) deves ter tido com muitas outras. E esse nem sequer é um problema para mim, porque já o calculei e sei, com sempre soube, que agiste por interesse tal como eu... Mas porra, sai-me da cabeça uma vez por todas!
Não me deixes pensar em encontros que nunca acontecerem nem vão acontecer, ou em vingança ou em alguma hipótese de acontecer algo que nos meta cara a cara, pela primeira vez, como já estivemos quase corpo a corpo sem nunca nos termos cruzado (a não ser pelas mãos do "destino" que levou o teu amigo a apresentar-te... amigo que nem eu conhecia até há pouco tempo...).
Sem dúvida tens um charme nessa sinceridade com que dizias tudo, o bom e o mau (a contrariedade da tua pessoa deixa dúvidas no entanto, depois dessa atitude parva que tiveste, mandavas-me à merdinha que era melhor. Eu podia estrebuchar mas nunca irias ficar mais aqui!). Mas também és convencido, dizem que os "bons" (físicamente) são os piores... E é verdade, e eu sempre o soube.
Aproveitaste-te da minha fome e eu da tua, mas não chegou a acontecer. Houve aquele momento em que disseste as palavras-chave que fizeram-me voltar ao mundo do raciocínio: O jogo é teu.
As derradeiras palavras... De repente senti-me sozinha, a tua cumplicidade abandonou-me e vi o que estava a fazer. Talvez, se não fossem certos motivos, teria ido em frente ou talvez não...
Não sei, porque não aconteceu e agora se te olhasse para os olhos malandros desmanchava-me a rir. Como pensei isto ser possível (e como continuo a pensar, mesmo que não pretenda que seja contigo) ou então ficava envergonhada, como normalmente fico em situações destas ou então ainda tentava encontrar algo nos teus olhos, que nunca reparei se são vazios ou cheios, sei que me disseste que são esverdiados e eu já notei umas pontas de verde, mas não como aquelas que há nos meus. Sem dúvidas são verdes diferentes e em proporções diferentes.
O que me libertou um pouco, foi aquele ar malandro com que falaste depois e eu não me conti em mandar umas bocas, que talvez sejam as responsáveis por provavelmente nunca falares mais comigo. Mas libertou-me! O que me fez mal foi nunca mais teres dito nada, preferia uma valente discussão e perceber tudo do que isto. Não gosto de meias palavras, gosto que me digam tudo o que me têm para dizer, seja azedo ou doce. Mas o silêncio dói e leva à loucura, agora sei disso.
Também sei que depois de ti, por me deixares este lado à solta, vou fazê-lo finalmente... Aquilo de que tanto falámos e, que depois de saberes que não ia acontecer, desvalorizaste para não dares parte de fraco. Mas desta vez com mais confiança, com menos medo de falhar ou de agradar, porque ele apesar de ser totalmente diferente de ti em relação a aparências tem em comum comigo coisas que nunca tiveste. Colocas a fasquia alta, não tenhas dúvidas... Há o medo de não agradar e, atormenta-me isso, porque faço de tudo para me marimbar para tudo e todos e sinto-me bem assim...
Uma vez relataram-me uma conversa em que disseste que te fazia bem, mas tu fizeste-me mal e ainda fazes... Seu egoísta! Eu sempre soube que o foste, talvez foi o que te ensinaram. Talvez pelos teus infortúnios tenhas escolhido ser assim. Mas, a minha alma ingénua que eu enterrei há tempos tenha querido ressuscitar e agora prega-me estas partidas!
Não valho nada, eu sei. E tu? Também não e, tu sabes tão bem... Há coisas em que somos iguais, para o bem e para o mal.
Podes fazer melhor, muito melhor. Tens potencial mas ainda te deixas levar por uma vida de inércia até valer a pena esforçares-te... Conselhos para quê? Nunca os vais ouvir.
Sabes o que me dói mais? Saber que um ser como tu tenha despoletado tudo isto e afinal sou apenas mais uma... Mais uma experiência...
Mas antes demais deixa-me dizer que não és assim tão especial. Tal como foste tu, podia ter sido outra pessoa. Tiveste "sorte" de ser o primeiro, eu tive mas foi azar... És um ponto de viragem, uma aproximação do pensamento à ação, sabes quando o limite entre os dois tende para zero (e nós que odiamos matemática, e eu a dizer isto).
Há coisas que ainda não percebo e sei que não me devo dar ao trabalho de perceber. Não vale mesmo a pena não é? É um passado que nunca aconteceu e nem vai acontecer, mesmo que nunca se deve dizer "desta àgua não beberei". Talvez seja por isso que procure a tua cara na multidão, mesmo que sei que as probabilidades de tal acontecer sejam infimas, estupidamente infimas o quanto estúpido é este pensamento.
Odeio que as músicas daquela altura me façam pensar em momentos que não aconteceram e palavras não ditas e filmes que fiz, com piada ou sem piada, prováveis ou improváveis, ou o que for. E pior, penso ainda em pessoas que nunca vi, tão ligadas a ti que tornaram tudo tão negro. Não faria tanta diferença se fossemos livres de voar pois não?
Eu continuei em frente, tal como tu continuas de certeza e espero bem que sim... Não te desejo mal, embora achasse bastante divertido ver-te dentro de uma situação cómica ou embaraçosa, mas quem não gosta de ver essas coisas?
Não sei já consigo dizer adeus, afinal conseguiste-me ver alguma coisa de útil na matemática, fizeste-me pôr palavras inteiras com a mais pura claridade e tenho a certeza que ainda me podes ser muito útil na literatura, um dia quem sabe? Mas não estejas já com ideias de ser personagem principal, que eu sei que queres muito ser o líder em tudo (in your dreams, you're someone's bitch and don't notice or admit it). Apeteceu-me mesmo escrever em inglês agora, se não percebem fodam-se mas não usem o tradutor virtual, não vale um chavo! Perguntem a quem sabe ou recorram aos serviços de um tradutor.
Onde iamos... Ah, sim, tu ó besta bestial: felicidades e se um dia nos encontrarmos que seja ara coisas boas, nada destas conversas. E se por obra do espírito santo leres isto: não te comeces aí a achar e tal, OK? Se tivesses falado comigo talvez não tinha acontecido muita coisa cá dentro e tudo acaba numa risada sem mais pensamentos maus ou bons. Olha acabavas por ser um parvo qualquer e prontos... Ainda és um parvo, mas a diferença é que és tu, tens um nome (bonito até por acaso).
E é isto... Talvez um dia destes ainda tenhas mais umas linhas ou melhor, nenhuma que até é bom sinal. Mas está na hora de te dizer adeus por hoje!
PS: Não reler este tipo de textos de novo. Escrever e publicar,que se lixe tudo e todos! Anula um pouco aquele efeito libertador que escrever tem, faz-nos querer apagar coisas. Felizmente não cheguei ao fim.
Tenho medo de ti
Tenho medo de escrever e não dizer nada. Tenho medo de escrever mal. Tenho medo de olhar para as minhas vírgulas mal postas e as palavras mal-escolhidas que teimei em usar porque não me apeteceu ou não soube buscar melhor.
Há meses, (sim, meses... parece uma eternidade) eu não teria qualquer problema contigo e nem vergonha em te mostrar. Mas isso era o tempo em que eu sabia escolher melhor as palavras e como as conjugar, na mais bela e perfeita (ou imperfeita, porque a imperfeição é perfeitamente bela... Isso fica para outro dia) sintonia que eu e uns poucos percebiam...
Tenho saudades disso... Levei-me à exaustão, quebrei-me e agora divago entre caminhos que não me levam a lado nenhum.
Ele diz-me que não, eu sempre soube que não e até adivinho o porquê do não mas eu quero um sim e que seja verdadeiramente sentido, sem ser por favor nem por promessas de troca de fluídos. Preciso de um sim e de deixar de ter medo de explorar, de te dar prazer e a mim quando escrevo.
Quero reencontrar o caminho e chegar mais longe... Outra vez...
Há meses, (sim, meses... parece uma eternidade) eu não teria qualquer problema contigo e nem vergonha em te mostrar. Mas isso era o tempo em que eu sabia escolher melhor as palavras e como as conjugar, na mais bela e perfeita (ou imperfeita, porque a imperfeição é perfeitamente bela... Isso fica para outro dia) sintonia que eu e uns poucos percebiam...
Tenho saudades disso... Levei-me à exaustão, quebrei-me e agora divago entre caminhos que não me levam a lado nenhum.
Ele diz-me que não, eu sempre soube que não e até adivinho o porquê do não mas eu quero um sim e que seja verdadeiramente sentido, sem ser por favor nem por promessas de troca de fluídos. Preciso de um sim e de deixar de ter medo de explorar, de te dar prazer e a mim quando escrevo.
Quero reencontrar o caminho e chegar mais longe... Outra vez...
sábado, 3 de março de 2012
Sem Paciência...
Hoje em dia pedem-nos que tenhamos paciência para tudo e, como bem mandados que somos, aturamos tudo. Aturamos desde pessoas a meterem-se na nossa vida, como soubessem mais nós do que nós próprios, dando palpites e mandando bocas que os tempos são de sacrifício enquanto os vemos todos contentes a esbanjar dizendo que a vida está difícil para todos.
Não me apetece ouvir mais, não! Se for preciso isolamento seja, assim só me chateio comigo mesma.
Mas quem pensam que são para dar palpites e dizer que não consigo lá porque eles são fracos e nunca souberam o que é passar por dificuldades?
E mais, quem é que pode falar das coisas só de ouvir dizer. Já eu passei pelas coisas e não és tu que me vens dizer como as coisas são depois de EU já as ter vivido.
Irrita-me como achas que podes falar de cor e achas que só a tua vida é difícil (quando não o é, passas os dias sem fazer nada e no passeio a gastar dinheiro, que te dizes faltar. Mas olha que quando é para comprar merdas tens sempre).
Não gosto que me digam os meus limites, especialmente vindo de alguém fraco que só sabe falar e nunca fazer. "E agora não vais conseguir isto e aquilo, não consegues resistir a isto e aquilo!". Pelo menos sei reconhecer as minhas fraquezas e sei mudar o meu comportamento para alcançar os meus objetivos.
O pior é que me empatam, uma pessoa já não pode ir sozinha para lado nenhum, têm de ir sempre atrás e perguntar e criticar ou então calam-se porque não são capazes de fazer alguma coisa da vida.
Detesto tempestades num copo de água e quando as faço depressa acabo com elas e faço o que tem de ser feito. Mas como para alguns tudo é uma enorme dificuldade, passam simplesmente a vida a queixar-se e a dar desculpas.
Estava melhor se não me procurassem ou se se metessem na vida deles. Mas como têm medo de ficar sozinhos e eu que já não tenho paciência para discussões, continuam a bater sempre na mesma tecla.
O que fazer... Tentar distanciar-me e seguir com a minha vida, como tenho feito. Mas quando se vê essa pessoa todos os dias é difícil, porque não há sequer ódio de nenhuma das partes.
Sim, as próximas semanas vão ser ocupadas e não quero ninguém no meu caminho, hei de fazer tudo e espero que bem, que se lixem os outros e as suas necessidades egoístas, quem anda com a vida para a frente somos nós.
E não há paciência mesmo para pessoas que se acham tão adultas mas que no fundo nem sabem o que fazer se lhe faltam as coisas ou se se têm de mexer sozinhas.
Não me apetece ouvir mais, não! Se for preciso isolamento seja, assim só me chateio comigo mesma.
Mas quem pensam que são para dar palpites e dizer que não consigo lá porque eles são fracos e nunca souberam o que é passar por dificuldades?
E mais, quem é que pode falar das coisas só de ouvir dizer. Já eu passei pelas coisas e não és tu que me vens dizer como as coisas são depois de EU já as ter vivido.
Irrita-me como achas que podes falar de cor e achas que só a tua vida é difícil (quando não o é, passas os dias sem fazer nada e no passeio a gastar dinheiro, que te dizes faltar. Mas olha que quando é para comprar merdas tens sempre).
Não gosto que me digam os meus limites, especialmente vindo de alguém fraco que só sabe falar e nunca fazer. "E agora não vais conseguir isto e aquilo, não consegues resistir a isto e aquilo!". Pelo menos sei reconhecer as minhas fraquezas e sei mudar o meu comportamento para alcançar os meus objetivos.
O pior é que me empatam, uma pessoa já não pode ir sozinha para lado nenhum, têm de ir sempre atrás e perguntar e criticar ou então calam-se porque não são capazes de fazer alguma coisa da vida.
Detesto tempestades num copo de água e quando as faço depressa acabo com elas e faço o que tem de ser feito. Mas como para alguns tudo é uma enorme dificuldade, passam simplesmente a vida a queixar-se e a dar desculpas.
Estava melhor se não me procurassem ou se se metessem na vida deles. Mas como têm medo de ficar sozinhos e eu que já não tenho paciência para discussões, continuam a bater sempre na mesma tecla.
O que fazer... Tentar distanciar-me e seguir com a minha vida, como tenho feito. Mas quando se vê essa pessoa todos os dias é difícil, porque não há sequer ódio de nenhuma das partes.
Sim, as próximas semanas vão ser ocupadas e não quero ninguém no meu caminho, hei de fazer tudo e espero que bem, que se lixem os outros e as suas necessidades egoístas, quem anda com a vida para a frente somos nós.
E não há paciência mesmo para pessoas que se acham tão adultas mas que no fundo nem sabem o que fazer se lhe faltam as coisas ou se se têm de mexer sozinhas.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O tão esperado começo...
Hoje é o começo deste "projeto" pessoal que planeei nestes últimos dias.
Está tudo a correr conforme o previsto, o que não é normal...
Faltam três coisas para dar por terminadas as minhas obrigações por hoje. Se sobreviver a esta semana a próxima vai ser um desafio ainda maior.
O tempo urge e estou farta de ser assim, de me sentir assim e de me queixar de ser assim. Se queremos mudar temos de ser nós a fazê-lo pois, não há ninguém que vá viver por nós.
Digo tanta coisa, que até é acertada, mas fazer... Tenho que beber um trago do meu poço de determinação. Ás vezes é mais fácil quando sentimos pressão dos outros, outras vezes não...
Vou premiar-me para a próxima semana se conseguir cumprir as minhas metas, vou dando novidades...
E agora vou pôr um "check" na minha lista porque dou por concluído este pequeno post. :)
Está tudo a correr conforme o previsto, o que não é normal...
Faltam três coisas para dar por terminadas as minhas obrigações por hoje. Se sobreviver a esta semana a próxima vai ser um desafio ainda maior.
O tempo urge e estou farta de ser assim, de me sentir assim e de me queixar de ser assim. Se queremos mudar temos de ser nós a fazê-lo pois, não há ninguém que vá viver por nós.
Digo tanta coisa, que até é acertada, mas fazer... Tenho que beber um trago do meu poço de determinação. Ás vezes é mais fácil quando sentimos pressão dos outros, outras vezes não...
Vou premiar-me para a próxima semana se conseguir cumprir as minhas metas, vou dando novidades...
E agora vou pôr um "check" na minha lista porque dou por concluído este pequeno post. :)
domingo, 20 de novembro de 2011
Preciso de uma mudança
O meu organismo requer mudança, de hábitos, a minha mente precisa de uma mudança, de ideias.
Será que é desta? É a pergunta que me faço todos os dias, a toda a hora e momento.
Se nas próximas semanas conseguir cumprir o que tenho planeado, será uma vitória, se nestes próximos meses conseguir fazer tudo o que quero será mesmo uma grande vitória!
O meu problema é exigir demais de mim e depois quando falho deixo-me ir abaixo. Tentemos mudar, mais uma vez. Em todos estes anos tenho vivido miserável com os meus problemas e preciso de mudar. Tenho um ano só para mim e para colmatar as minhas falhas, e devo aproveitá-lo.
Devo preparar-me para uma nova etapa, tão desejada e sonhada dia após dia.
Amanhã irá começar uma caminhada, um plano para chegar a um fim...
Talvez fale aqui um pouco sobre isso amanhã, veremos se cumpri. Vai ser difícil, mas não é de todo impossível.
Até amanhã!
Será que é desta? É a pergunta que me faço todos os dias, a toda a hora e momento.
Se nas próximas semanas conseguir cumprir o que tenho planeado, será uma vitória, se nestes próximos meses conseguir fazer tudo o que quero será mesmo uma grande vitória!
O meu problema é exigir demais de mim e depois quando falho deixo-me ir abaixo. Tentemos mudar, mais uma vez. Em todos estes anos tenho vivido miserável com os meus problemas e preciso de mudar. Tenho um ano só para mim e para colmatar as minhas falhas, e devo aproveitá-lo.
Devo preparar-me para uma nova etapa, tão desejada e sonhada dia após dia.
Amanhã irá começar uma caminhada, um plano para chegar a um fim...
Talvez fale aqui um pouco sobre isso amanhã, veremos se cumpri. Vai ser difícil, mas não é de todo impossível.
Até amanhã!
sábado, 5 de novembro de 2011
Arrojo precisa-se
Ontem tentaram trazer o mais arrojado que há em mim e eu não consegui chegar ao fundo do poço e mostrar um pouco do que sou feita...
É frustrante não conseguir sentir a minha própria essência, sendo eu a pessoa que sabe melhor quem sou.
Parece que parei num momento sem sentido, não encontro o espírito de outrora, que acendia a chama e fervia a cada minuto. Não encontro a calma para me encontrar, apenas a angústia de não saber mais nada e de ficar inerte à espera de um sentido...
Os dias não passam de dias, fico quieta à espera que passem, da forma mais estúpida possível... A solidão não quer a minha companhia, tento perseguir o ar com os olhos mas tudo está parado e não tem razão.
Arrojo precisa-se porque faz parte de mim, terei de esventrar-me à procura dele? Ou voltará quando lhe apetecer?
Preciso de uma fonte de energia e de meter o maquinismo a funcionar... Digo tanto, mas ainda não fiz nada para tal acontecer.
Já chega mas eu deixo chegar, instala-se isto que quero matar, não consigo abrir os olhos para a claridade...
É preciso arrojo para viver, para amar e para sofrer, para ter muito e para não ter nada, é preciso e sou eu que o tenho de ir buscar.
Eu quero-me de volta!
É frustrante não conseguir sentir a minha própria essência, sendo eu a pessoa que sabe melhor quem sou.
Parece que parei num momento sem sentido, não encontro o espírito de outrora, que acendia a chama e fervia a cada minuto. Não encontro a calma para me encontrar, apenas a angústia de não saber mais nada e de ficar inerte à espera de um sentido...
Os dias não passam de dias, fico quieta à espera que passem, da forma mais estúpida possível... A solidão não quer a minha companhia, tento perseguir o ar com os olhos mas tudo está parado e não tem razão.
Arrojo precisa-se porque faz parte de mim, terei de esventrar-me à procura dele? Ou voltará quando lhe apetecer?
Preciso de uma fonte de energia e de meter o maquinismo a funcionar... Digo tanto, mas ainda não fiz nada para tal acontecer.
Já chega mas eu deixo chegar, instala-se isto que quero matar, não consigo abrir os olhos para a claridade...
É preciso arrojo para viver, para amar e para sofrer, para ter muito e para não ter nada, é preciso e sou eu que o tenho de ir buscar.
Eu quero-me de volta!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Horas perdidas
O tempo não pára, não obedece a ordens, corre como um cavalo selvagem sedento de liberdade. Por ser tão imponente dá-nos a perceber que afinal não somo nada, somos o vazio de um vazio, de um saco onde se põe a mão e não se acha nada.
Olhar para o estado do tempo não nos diz nada, tentamos controlar os seus reflexos ignorando a sua força, que tantas vezes é fatal.
Perco horas no futuro, em vez de me contentar com o momento presente. Se agora tenho um momento presente que não foi usado, irei ter uma hora morta no passado.
São as horas perdidas em lamentações que não me deixar tirar esta venda. Talvez a escuridão seja um disfarça para algo que quer eclodir...
Quero dizer chega destes momentos, chega de reclamações e de justificações, chega de horas perdidas que não valem mais do um punhado de nadas...
Olhar para o estado do tempo não nos diz nada, tentamos controlar os seus reflexos ignorando a sua força, que tantas vezes é fatal.
Perco horas no futuro, em vez de me contentar com o momento presente. Se agora tenho um momento presente que não foi usado, irei ter uma hora morta no passado.
São as horas perdidas em lamentações que não me deixar tirar esta venda. Talvez a escuridão seja um disfarça para algo que quer eclodir...
Quero dizer chega destes momentos, chega de reclamações e de justificações, chega de horas perdidas que não valem mais do um punhado de nadas...
sábado, 8 de outubro de 2011
Caminhos ocultos
Quando caminhamos para algum lado, vamos sempre em direção a um propósito que temos de conseguir realizar.
Nem sempre é assim, mas não admitimos pois podemos ser julgados e escorraçados da nossa posição social e até mesmo da nossa imagem mental.
Para onde vou?
Sei parte do caminho, sei o futuro mas não sei o agora! Urge a vontade de encontrar um caminho a seguir, aquele que vai dar à esfera que me envolve.
Enquanto reflito sobre isto vou por caminhos errados, em busca momentânea do prazer que o corpo pede, satisfaço a minha sede de conhecimento exterior, mato a moral para que floresça o animal que há em mim.
Deito-me ao sol porque aqui é escuro, frio e desolador. Um dia destes cometo a minha maior loucura, viver...
Nem sempre é assim, mas não admitimos pois podemos ser julgados e escorraçados da nossa posição social e até mesmo da nossa imagem mental.
Para onde vou?
Sei parte do caminho, sei o futuro mas não sei o agora! Urge a vontade de encontrar um caminho a seguir, aquele que vai dar à esfera que me envolve.
Enquanto reflito sobre isto vou por caminhos errados, em busca momentânea do prazer que o corpo pede, satisfaço a minha sede de conhecimento exterior, mato a moral para que floresça o animal que há em mim.
Deito-me ao sol porque aqui é escuro, frio e desolador. Um dia destes cometo a minha maior loucura, viver...
domingo, 15 de maio de 2011
Processo de transformar
Quando pegamos no barro húmido, que quase parece recém tirado da terra, é fácil moldá-lo e fazer o que queremos.
À medida que o tempo passa, é cada vez mais difícil moldá-lo porque a água esvai-se dos seus poros e torna-o numa massa amoldável, conservadora e que respeita todas as constantes que, tradicionalmente regem este mundo e, talvez outros...
Seria, de facto, uma decepção se um dia me tornasse uma estátua, de um barro que secou, sem sequer ter sido moldado. Isso, seria o mesmo que voltar a cometer os mesmos erros vezes sem conta, pois a suas marcas não ficaram lá.
Isso explicaria, realmente, de que somos feitos e o porquê das acções de algumas pessoas. Se amanhã atirasse esse barro seco e sem possibilidade de moldar, à parede, decerto se desfaria em pedaços, como um castelo que rui por falta de cuidados do seu monarca.Foi esquecido para um canto até voltar à luz da ribalta, onde assumiria a sua real importância.
Embora, nestas palavras que escrevo, pareça determinista e com ideias conservadoras, não o sou. Porque acredito naquele processo de juntar de novo água, como se fosse um elixir da verdade, e poder voltar a moldar esse barro, essas mentalidades.
Por isso é fulcral ao longo da nossa vida moldarmo-nos mas não nos deixarmos perder nessas moldagens, que podem alterar uma configuração desejável e, menos confusa que este texto.
À medida que o tempo passa, é cada vez mais difícil moldá-lo porque a água esvai-se dos seus poros e torna-o numa massa amoldável, conservadora e que respeita todas as constantes que, tradicionalmente regem este mundo e, talvez outros...
Seria, de facto, uma decepção se um dia me tornasse uma estátua, de um barro que secou, sem sequer ter sido moldado. Isso, seria o mesmo que voltar a cometer os mesmos erros vezes sem conta, pois a suas marcas não ficaram lá.
Isso explicaria, realmente, de que somos feitos e o porquê das acções de algumas pessoas. Se amanhã atirasse esse barro seco e sem possibilidade de moldar, à parede, decerto se desfaria em pedaços, como um castelo que rui por falta de cuidados do seu monarca.Foi esquecido para um canto até voltar à luz da ribalta, onde assumiria a sua real importância.
Embora, nestas palavras que escrevo, pareça determinista e com ideias conservadoras, não o sou. Porque acredito naquele processo de juntar de novo água, como se fosse um elixir da verdade, e poder voltar a moldar esse barro, essas mentalidades.
Por isso é fulcral ao longo da nossa vida moldarmo-nos mas não nos deixarmos perder nessas moldagens, que podem alterar uma configuração desejável e, menos confusa que este texto.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Movimento inerte
Se tudo parasse agora, poderia rapidamente deslocar-me e assim mudar o que quisesse. Quando estamos em movimento é mais difícil mudar as coisas sem nos deixarmos perder no ritmo acelerado em que vivemos.
Agora que penso queria ter feito mais coisas, ter sido diferente e evitado. As decepções poderiam ter sido evitadas.
Mundo cão, este em que todos somos presas e predadores.
Porquê que eu fui escolher esta sorte de ser assim. E, falo como tivesse escolhido...
Amanhã talvez seja melhor e o rio não esteja tão límpido. A claridade ofusca e fere os meus olhos famintos de vida
Agora que penso queria ter feito mais coisas, ter sido diferente e evitado. As decepções poderiam ter sido evitadas.
Mundo cão, este em que todos somos presas e predadores.
Porquê que eu fui escolher esta sorte de ser assim. E, falo como tivesse escolhido...
Amanhã talvez seja melhor e o rio não esteja tão límpido. A claridade ofusca e fere os meus olhos famintos de vida
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Desejo de férias: isolamento
Há dias em que chamo pelo isolamento, para me cobrir nesse manto que me deixa serena.
Onde me posso fechar no egocentrismo e reflectir sobre o caminho que tenho que seguir. Talvez se me isolar fique em paz, mas não me posso deixar esquecer lá.
A distância é fulcral para conseguir viver em harmonia com o meio biótico e abiótico. Talvez não se partam tantas coisas se estivermos sozinhos, sem ninguém para incomodar.
Estou cheia de todos, estou cheia de ser assim. Não posso mudar de caminho agora que a contagem decrescente se está a aproximar do fim!
Quando me livrar de tudo talvez me liberte das correntes e ande à deriva para encontrar o que quero.
Quero amar ao sol sem preocupações, quero correr pelos meus sonhos antes que voem infinitamente no céu, como os balões de hélio com estranhas figuras que as crianças seguram na mão.
Não quero discutir nem estar em constante desilusão e diálogos com palavras pesadas. Só mais um mês e, estou livre de todo este peso humano que jorra a potes para cima de mim!
Onde me posso fechar no egocentrismo e reflectir sobre o caminho que tenho que seguir. Talvez se me isolar fique em paz, mas não me posso deixar esquecer lá.
A distância é fulcral para conseguir viver em harmonia com o meio biótico e abiótico. Talvez não se partam tantas coisas se estivermos sozinhos, sem ninguém para incomodar.
Estou cheia de todos, estou cheia de ser assim. Não posso mudar de caminho agora que a contagem decrescente se está a aproximar do fim!
Quando me livrar de tudo talvez me liberte das correntes e ande à deriva para encontrar o que quero.
Quero amar ao sol sem preocupações, quero correr pelos meus sonhos antes que voem infinitamente no céu, como os balões de hélio com estranhas figuras que as crianças seguram na mão.
Não quero discutir nem estar em constante desilusão e diálogos com palavras pesadas. Só mais um mês e, estou livre de todo este peso humano que jorra a potes para cima de mim!
terça-feira, 10 de maio de 2011
O som que ecoa em todos os cantos e que arrepia as notas
Num dia tudo parece uma serena melodia que ainda não se conhece a si mesma. À medida que se progride, torna-se numa melodia trágica, no auge da sua força, sem acabar a sua fúria. Nada é eterno,e então esmorece-se a melodia, num tilintar de notas que se abraçam, como se estivessem à procura de calor humano num dia de inverno.
Ouvi uma melodia assim e, parece que me acompanha, para onde quer que vá. Não sei se hei de fugir ou de me agarrar aos suspiros que a melodia deixa sair. Assim sinto-me acompanhada e consigo enfrentar as situações que me aparecem.
Não posso enfraquecer, não posso ter medo, não me posso refugiar. Sinto um misto de medo de falhar e de coragem para ultrapassar os obstáculos, sinto que tenho mesmo de o fazer.
Sei que nem tudo o que sou, sou eu. Nunca fui eu completamente, porque falta-me uma parte de mim. Sei qual a sua forma, o seu encaixe, como encontrá-la. Mas, não é a altura certa, agora. Este agora que me obriga a ser assim, autoritária e por vezes dura. Pura e dura como uma pedra acaba de sair de um vulcão, que mal saiu já solidificou as suas ideias.
Nestas linhas gastas pelo tempo continuo o meu caminho, aliás somos feitos dos desperdícios do Universo. E quem diria que somos tão diferentes no modo em que pensamos, quando somos feitos das mesmas partículas.
E continuo a olhar pela janela, arrepiada pelas notas crepitantes que saem a todo o momento sem avisar, este som tão familiar e distinto continua a ecoar por todos os meus cantos e assim sei onde estou - longe...
Ouvi uma melodia assim e, parece que me acompanha, para onde quer que vá. Não sei se hei de fugir ou de me agarrar aos suspiros que a melodia deixa sair. Assim sinto-me acompanhada e consigo enfrentar as situações que me aparecem.
Não posso enfraquecer, não posso ter medo, não me posso refugiar. Sinto um misto de medo de falhar e de coragem para ultrapassar os obstáculos, sinto que tenho mesmo de o fazer.
Sei que nem tudo o que sou, sou eu. Nunca fui eu completamente, porque falta-me uma parte de mim. Sei qual a sua forma, o seu encaixe, como encontrá-la. Mas, não é a altura certa, agora. Este agora que me obriga a ser assim, autoritária e por vezes dura. Pura e dura como uma pedra acaba de sair de um vulcão, que mal saiu já solidificou as suas ideias.
Nestas linhas gastas pelo tempo continuo o meu caminho, aliás somos feitos dos desperdícios do Universo. E quem diria que somos tão diferentes no modo em que pensamos, quando somos feitos das mesmas partículas.
E continuo a olhar pela janela, arrepiada pelas notas crepitantes que saem a todo o momento sem avisar, este som tão familiar e distinto continua a ecoar por todos os meus cantos e assim sei onde estou - longe...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Um dia claramente pardo
Tive um dia chato, cheio de trabalho e meio vazio de emoções. Quis parar tudo para poder sentir o nada em que me encontro, pois tudo tem um aroma associado. Já não sinto o aroma do nada desde que tenho tido este trabalho todo. É viciante sentirmo-nos ocupados e utéis, mas a saudade pesa quando queremos escrever sobre o nada que somos, o tudo que sentimos e não sabemos explicar e o intermédio de movimentos que nos fazem executar certas acções, para que desta abatida existência se forme algum produto desejável.
Um dia pardo é um dia de penumbra, de criação, de uma luz difusa na escuridão, que aponta o caminho. Apesar de tudo temos de ser nós a encontrá-lo.
Se tinha tempo para sentir o nada, tive. Mas como deito fora os restos do dia, apenas me deito a pensar no que irá acontecer amanhã sem ter vivido o hoje.
Um dia pardo é um dia de penumbra, de criação, de uma luz difusa na escuridão, que aponta o caminho. Apesar de tudo temos de ser nós a encontrá-lo.
Se tinha tempo para sentir o nada, tive. Mas como deito fora os restos do dia, apenas me deito a pensar no que irá acontecer amanhã sem ter vivido o hoje.
A arrogância como condição da superioridade
Ás vezes é simplesmente necessário ser arrogante. Quando a mediocridade nos impede de caminhar pelos caminhos da dignidade, é estritamente necessário encontrar outro caminho, sob pena de fazermos essa caminhada sozinhos e com alguém que nos vigia, sempre em busca das nossas falhas.
A arrogância pode e muitas vezes é expressamente uma condição da superioridade, pois por vezes só assim conseguimos encontrar novas soluções e fazer com as nossas ideias deixem de ser ignoradas.
Há dias em que tenho de agir assim, como se tivesse sempre razão e que sou a única capaz de arrastar o mediocre para dentro de quem o trouxe e libertar caminho para o que deve desfilar nas ruas do que é de facto aceitável.
Não posso explodir, não posso errar, não posso perecer. Tenho de continuar nas minhas alturas para vencer. Como já disseram uma vez: a mediocridade é aplaudida, o que é digno e bom é invejado. Por isso é que as coisas melhores são as mais difíceis de alcançar!
A arrogância pode e muitas vezes é expressamente uma condição da superioridade, pois por vezes só assim conseguimos encontrar novas soluções e fazer com as nossas ideias deixem de ser ignoradas.
Há dias em que tenho de agir assim, como se tivesse sempre razão e que sou a única capaz de arrastar o mediocre para dentro de quem o trouxe e libertar caminho para o que deve desfilar nas ruas do que é de facto aceitável.
Não posso explodir, não posso errar, não posso perecer. Tenho de continuar nas minhas alturas para vencer. Como já disseram uma vez: a mediocridade é aplaudida, o que é digno e bom é invejado. Por isso é que as coisas melhores são as mais difíceis de alcançar!
sábado, 19 de março de 2011
Sobrevalorizam-se conceitos e pessoas...
Se a amizade fosse uma flor que precisa de água para crescer, a nossa murchou.
Se antes eras alguém com quem eu gostava de falar, agora repugnas-me.
Este ciclo já se fechou e não se vai voltar a abrir, o encoberto veio e vai ficar. Se o nevoeiro te cobre, assim não te verei e estou em paz.
Seu ser dependente e mesquinho, quem vens falar de moralismos quando o que tu fazes é ir contra esses teus ideiais que tantos queres defender. Só os defendes porque é parecer bem.
Seu ser sádico que gostas de olhar para bonecos rechonchudos para os puderes apertar e assim vingar-te. É isso que fazes com as pessoas.
A amizade está sobrevalorizada, tu dizes que é demasiado importante para se perder.
Francamente, és um ser que não sai da sua pequenez e mentes pensando que vais parecer melhor que todos. Não és ninguém e nunca serás, pelo menos para mim
Se antes eras alguém com quem eu gostava de falar, agora repugnas-me.
Este ciclo já se fechou e não se vai voltar a abrir, o encoberto veio e vai ficar. Se o nevoeiro te cobre, assim não te verei e estou em paz.
Seu ser dependente e mesquinho, quem vens falar de moralismos quando o que tu fazes é ir contra esses teus ideiais que tantos queres defender. Só os defendes porque é parecer bem.
Seu ser sádico que gostas de olhar para bonecos rechonchudos para os puderes apertar e assim vingar-te. É isso que fazes com as pessoas.
A amizade está sobrevalorizada, tu dizes que é demasiado importante para se perder.
Francamente, és um ser que não sai da sua pequenez e mentes pensando que vais parecer melhor que todos. Não és ninguém e nunca serás, pelo menos para mim
quinta-feira, 17 de março de 2011
Liberdade presa
Fitas-me como se te devesse uma explicação. Como se os meus passos tivessem de ser aprovados por ti para eu poder caminhar. Falas em nós, como se para mim fizesse sentido.
Há grades invisiveis em que me tentas encerrar, não me deixas falar porque pensas que a minha palavra também te define.
Eu não gosto que sigam os meus passos, de dar satisfações nem de agir só porque fica bem. Não gosto que me digam que não sei o que é uma coisa quando já a vivi e essa pessoa fala de ouvir dizer diz que não está certo.
Não gosto que me digas que estou errada quando nem sabes sequer do assunto e quando pensas que o mundo é apenas o sítio de onde brotaste e cresceste.
O mundo é maior, essa pequenez que tanto gostas pode servir para ti, mas não para mim.
Eu sou um maquinismo em fúria, tu és uma árvore que vê o passar do tempo sempre procrastinando.
Tu pensas que sabes, mas és ignorante e ignoras tudo o que não sabes porque realmente não te queres esforçar.
Dou-me contigo mas não quer dizer que me identifique contigo, queres prender-me nas minhas ideias e dar conselhos sobre coisas sobre as quais não sabes nada.
Mas não passas de alguém que segue os outros e embora dizendo que não gostas deles, continuas a segui-los.
Essa falta de uso de pensamento e esse pensar que sabes torna-se cada vez mais difícil de ouvir.
Isso de dizeres que tens mais isto ou aquilo que outrem e de te vitimizares não tem sentido nem razão. Padrões mais errados e simplórios que tu tens. Nem da tua geração pareces, paraste no tempo antes de nasceres e tentas vincular isso nos outros.
Eu gosto de ser livre e sou, porque me repugna usar ideias dos outros por não me dar ao trabalho de pensar...
Serei eu e tu serás tu, os grupos não são para mim, são para os outros que encontram nas suas personalidades complementos dos outros..
Há grades invisiveis em que me tentas encerrar, não me deixas falar porque pensas que a minha palavra também te define.
Eu não gosto que sigam os meus passos, de dar satisfações nem de agir só porque fica bem. Não gosto que me digam que não sei o que é uma coisa quando já a vivi e essa pessoa fala de ouvir dizer diz que não está certo.
Não gosto que me digas que estou errada quando nem sabes sequer do assunto e quando pensas que o mundo é apenas o sítio de onde brotaste e cresceste.
O mundo é maior, essa pequenez que tanto gostas pode servir para ti, mas não para mim.
Eu sou um maquinismo em fúria, tu és uma árvore que vê o passar do tempo sempre procrastinando.
Tu pensas que sabes, mas és ignorante e ignoras tudo o que não sabes porque realmente não te queres esforçar.
Dou-me contigo mas não quer dizer que me identifique contigo, queres prender-me nas minhas ideias e dar conselhos sobre coisas sobre as quais não sabes nada.
Mas não passas de alguém que segue os outros e embora dizendo que não gostas deles, continuas a segui-los.
Essa falta de uso de pensamento e esse pensar que sabes torna-se cada vez mais difícil de ouvir.
Isso de dizeres que tens mais isto ou aquilo que outrem e de te vitimizares não tem sentido nem razão. Padrões mais errados e simplórios que tu tens. Nem da tua geração pareces, paraste no tempo antes de nasceres e tentas vincular isso nos outros.
Eu gosto de ser livre e sou, porque me repugna usar ideias dos outros por não me dar ao trabalho de pensar...
Serei eu e tu serás tu, os grupos não são para mim, são para os outros que encontram nas suas personalidades complementos dos outros..
terça-feira, 15 de março de 2011
O dia caminha para o fim da luz
Estou doente. Amanhã vou ter teste.
Não peguei em livros, quero ficar enroscada nos lençóis e ter pensamentos perversos.
Amanhã volta a luz.
Hoje apenas preciso de uma luz para ler as palavras e ficar a perceber de imunidade.
Serei auto-imune?
Não peguei em livros, quero ficar enroscada nos lençóis e ter pensamentos perversos.
Amanhã volta a luz.
Hoje apenas preciso de uma luz para ler as palavras e ficar a perceber de imunidade.
Serei auto-imune?
sábado, 22 de janeiro de 2011
Fragmentos
Tenho montes de coisas para fazer, mas não me apetece fazer nada.
Como sempre, não é nada surpreendente.
Talvez quisesse reviver em palavras os desejos que nunca vivi, tal como perder-me numa dessas ruas de introspecção profunda sem querer regressar, porque afinal, a vida não passa de um labirinto centrípto de recordações, desejos e coisas indefiníveis.
Em transe, passando ao lado de tudo e todos, contemplando as coisas sem pensar nos seus adjectivos, mas sim nos seus nomes, porque as coisas são como são e tudo o que lhe atribuimos é imaginado.
Há que não ter medo de ser e de viver, porque se estamos cá, porque não fazer alguma coisa com o tempo. Todos dizem que o alcance da vida é a felicidade, mas como seria uma vida sofrega se tudo fosse de cores garridas a toda a hora, o meu ser cobre-se de cores funebres em jeito de festa, admirando a fugacidade longa da vida, a contrariedade dos sentidos, tudo o que demais estamos fartos de pensar mas que não sabemos dar nome.
Desassossegante destino, que está nas mãos das leis naturais, que nós moldamos tão despreocupademente.
Amanhã é dia para não pensar, para fazer e gostar, para ser banal.
Hoje é dia de trabalhar, ou fingir que se trabalha, se fizermos alguém acreditar, mais facilmente faze-mo-nos acreditar.
Olhei-me num espelho partido, qual dos pedaços terei gostado mais?
Como sempre, não é nada surpreendente.
Talvez quisesse reviver em palavras os desejos que nunca vivi, tal como perder-me numa dessas ruas de introspecção profunda sem querer regressar, porque afinal, a vida não passa de um labirinto centrípto de recordações, desejos e coisas indefiníveis.
Em transe, passando ao lado de tudo e todos, contemplando as coisas sem pensar nos seus adjectivos, mas sim nos seus nomes, porque as coisas são como são e tudo o que lhe atribuimos é imaginado.
Há que não ter medo de ser e de viver, porque se estamos cá, porque não fazer alguma coisa com o tempo. Todos dizem que o alcance da vida é a felicidade, mas como seria uma vida sofrega se tudo fosse de cores garridas a toda a hora, o meu ser cobre-se de cores funebres em jeito de festa, admirando a fugacidade longa da vida, a contrariedade dos sentidos, tudo o que demais estamos fartos de pensar mas que não sabemos dar nome.
Desassossegante destino, que está nas mãos das leis naturais, que nós moldamos tão despreocupademente.
Amanhã é dia para não pensar, para fazer e gostar, para ser banal.
Hoje é dia de trabalhar, ou fingir que se trabalha, se fizermos alguém acreditar, mais facilmente faze-mo-nos acreditar.
Olhei-me num espelho partido, qual dos pedaços terei gostado mais?
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